Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

16 fevereiro 2006

Ilusão ou Real?

Foto: Leonardo da Vinci Auto-retrato (O velho e o burro)

Existe a realidade e a ilusão, andam juntas e lado a lado, o que nós vemos e olhamos, o que nós damos como certo e correcto casos existem que não o são.
Assim, até que ponto nós vemos o que realmente é?
Até que ponto nós podemos afirmar com convicção, o que é verdadeiro do que é falso, o que é ilusório do que é real?
Somos constantemente bombardeados com todo o tipo de informação, de imagens, de jornais, os media não nos deixam descansar os sentidos, fazem com que estejam sempre alerta.
Deste modo, surgem situações que nos podem induzir em erro ou ilusão, assim quando olhamos e vemos algo será mesmo isso que estamos a ver? Ou será algo que derivado a situações de óptica para os quais o nosso cérebro é desviado e não se apercebe - nós muito menos, somos transportados e levados a ver aquilo que é como dado adquirido e de facto não é.
Com isto, quero chegar ao ponto que devo olhar, analisar. Pensar se aquilo que vi era mesmo algo correcto e fiável de acordo com todos os factores que o rodeavam, ou se era algo que o meu cérebro me induziu e levou a ver.
Existindo a hipótese de olhar e ver uma segunda ou terceira vez, talvez seja a atitude mais correcta, mas casos existem em que não se pode usar destas hipóteses.
Assim quando olho, vejo e capto, devo concentrar e analisar de modo correcto a minha visão para aquilo que quero ver, então olho com "olhos de ver"- aqueles olhos que me levam a ver o que o meu cérebro às vezes não me deixa ou não quer que eu veja, então aí sim tiro as minhas conclusões.
Então posso questionar-me:
Até que ponto eu posso ou devo acreditar em tudo o que vejo?
Até que ponto eu posso ou devo acreditar em tudo o que oiço?
Até que ponto tudo eu posso ou devo acreditar em tudo o que leio?
Cabe a mim ter coerência e capacidade de análise, acima de tudo saber distinguir o que é real do que é ilusório, do que é verdadeiro ou do que me querem impingir como tal.
Como?
Cada um a seu modo sabe como fazer, mas todos sabemos que só estando atentos, alertas e com a visão bem focada, conseguimos discernir o que é, daquilo que não é, e mesmo assim, às vezes não é bem o que queríamos ou víamos.
As dúvidas essas existem e sempre existiram, só o facto de sermos seres com a capacidade de pensar no que é real ou ilusório, nos dá a capacidade de por em dúvida e em questão, se aquilo que eu vejo agora é o que vejo daqui a uns minutos.
Nota : referi-me com maior incidência à visão, mas o mesmo se pode aplicar à audição, ao tacto, ao gosto, ao cheiro.

19 comentários:

Luis Capucho disse...

Parabens pela sua contribuição para o "conhecimento".Andava eu a vaguear por estes lados da web e fiquei contente com este blog, é bom ver que existem pessoas de qualidade. não pare.

Sinapse disse...

Tudo é subjectivo.

inBluesY disse...

li e vou ter de reler novamente, merece mais calma da minha parte mas, o que tenho aprendido ao longo destes anos, é que depende tambem do estado de espirito na altura, ele tem vezes que vimos com uns olhos e noutros com outros.

mas simpatizo e muito com este pensar e repensar.

voltarei ainda hoje ...
bjs

Um outro olhar disse...

sinpase: plenamente de acordo

:)

spartakus disse...

lembrei-me do Heraclito e não sei porque...boa noite.

Um outro olhar disse...

spartakus: heraclito "o ser é mais que o não-ser"

:)

Carlota disse...

Já sabia que não posso confiar nos "outros". Nunca tinha pensado era em desconfiar de mim própria...
Beijola

Bitta disse...

Realmente, nem sempre o nosso olhar corresponde à realidade. Por exemplo:

"Olhamos para um céu de milhares de anos atrás(...) muitas estrelas já se apagaram e, no entanto, as suas luzes ainda estão a percorrer o Universo. Outras estrelas nasceram longe, e as suas luzes ainda não chegaram até nós. (...) Estudamos o que vemos e nem sempre o que vemos é o que existe"

Paulo Coelho

Adorei o teu texto!

Um outro olhar disse...

Carlota: às vezes é preciso desconfiar-mos de nós para encontrarmos a verdadeira resposta.
:)

bitta: mais uma vez é verdade o que Paulo Coelho diz.
:)

elsO lUiz disse...

'Olho sÓ aqUilO qUe gOstO... tUdO O mais façO de cOnta qUe também OlhO!'

Um outro olhar disse...

elso luiz: Para saberes aquilo que gostas de algum modo tiveste de olhar para aquilo que não gostas, de outra forma não tinhas essa informação.
:)

rafaela disse...

nem tudo o que brilha é ouro... Infelizmente não podemos acreditar em tudo o que vemos, a informação que recebemos é quase sempre manipulada e susceptível de todas a interpretações. Por isso há mesmo que olhar uma e outra vez, já não podemos confiar nos nossos sentidos.

*

inBluesY disse...

dei conta agora, e coro pela falha, que não tinha reparado, não tinha lido diversos comentários em posts meus... gostei ! muito obrigada :))

inBluesY disse...

dos cinco: o ver e ouvir, a meu ver, andam juntos também, o resto é reflexo dos tais momentos, dos tais estados de espirito, do amadurecimento de nós. em cada altura temos uma sensibilidade diferente e analisamos de modos diferentes.

Quantas vezes passamos em determinado lugar e nem reparamos naquela janela ? até que um dia a vimos, e ela no entanto sempre lá esteve, nós é que não.

Quanto aos média (e correndo risco de aborrecer/ferir susceptibilidades) nem me pronúncio muito já que a qualidade tem vindo a desaparecer (na sua maior parte) e o que temos hoje é fruto de uma sociedade de consumo rápido, onde alguns já não se identificam, ou nunca se identificaram.

thks
:))

spartakus disse...

Não era nisso que estava a pensar. Antes qualquer coisa mais vaga e imagética. Essa dicotomia faz-me lembrar sebentas universitárias de onde fugi há muito. Sei lá, no sentido em que Borges pegava no Heraclito. Bom dia.

Flor disse...

hoje vejo o céu cinzento, mas se fechar os olhos teria que usar o olfacto para lhe conhecer a cor..

Já te perguntas-te como os cegos vêm as cores?

( desculpa este comentário nada tem a ver, talvez para ti, mas é o que senti quando li teu texto, pensei neles... )


Beijo grande

Um outro olhar disse...

flor: já me perguntei, talvez por isso como conheço o lado da cor, do som e os outros, tivesse dificuldade em entrar num desses "mundos".
bjs
:)

spartakus:talvez tenhas uma certa razão, visto desse modo ainda nos faz transportar mais para aquilo que interessa mais.

:)

inBluesY disse...

Pegando no comentário de Flor, dei conta que centralizei o raciocinio apenas na visão, esquecendo outro mundo, como Flor referiu muito bem dos cegos, e ai surgem de facto os outros sentidos: o tacto, a audição, o cheiro, o gosto. Realmente se fecharmos os olhos como nos norteamos? será que sem a visão a realidade e a ilusão continuam juntas lado a lado? talvez não. não será, porque ai concentrariamos toda a atenção na audição. Interessante reflectir como será esse mundo de facto sem cor, ou sem som, sem essas influências. Por vezes penso como seria perder um deles e ter de reapreender tudo de novo, mas tendo um passado e de que forma isso condicionaria o futuro.

Um outro olhar disse...

bluesy: A flor tal como tu levantam questões pertinentes, não imagino como seria viver para mim sem algum dos sentidos.
Estou de tal modo apegada e centrada neles que a falat de um deles me iria afectar bastante.

bjs
:)

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