Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

08 março 2006

Tempo = Mulher



Desenho de: Xenia

Cada minuto que passa é um avançar no relógio, é um avançar no infinito.

Assim desde os primórdios dos tempos fomos sempre condicionados pelo tempo.

Tempo nos primórdios era mais definido pelo raiar do sol, e pelo pôr-do-sol, era o modo como conseguiam os antepassados mais remotos distinguir o dia da noite, distinguir as horas de descanso das horas de labuta e de trabalho.

Para "eles" - antepassados mais remotos - tempo no sentido de ter horas, momentos, espaço, não existia era de algum modo mais fléxivel, mais aberto e mais sereno, davam grande valor aos momentos em família, em grupo em comunidade.

Tempo no sentido deles, era mais relevante na questão das condições atmosféricas - sol, intempéries - eram factores bastante importantes para a sobrevivência e as deslocações para locais distantes.

Com o avançar dos anos, dos séculos, várias alterações foram ocorrendo, desde o surgimento da roda à luz eléctrica, do telefone à insdustrialização. Com este avançar no calendario algo foi "obrigado" a ser condicionado, a ser alterado, esse algo foi o Tempo.

O "Tempo" como é gerido e distribuído alterou-se de forma radical dos primórdios até aos dias de hoje. Do tempo valorizando a família em comunidade - a mulher no papel de mãe e daquela que fazia as lides da casa e do campo - mudou-se para o que chamo "tempo económico" ou "tempo é dinheiro" em que em primeiro lugar se coloca toda a optimização do tempo de modo a rentabilizar ao máximo com menos custos. Algo vai surgir com isto, esse algo é a falta de tempo e disponibilidade nas famílias, em comunidade, pois este está a ser canalizado para rentabilizar economicamente, mas para além deste factor está a ser gasto em deslocações para os seus locais de trabalho e dos seus locais de trabalho para as suas casas.

Assim olhando cruamente e friamente, para a sociedade que temos hoje o tempo é escasso para o que é considerado essencial. Qual o nosso essencial? Aqueles que amamos e todos aqueles com quem convivemos e partilhamos o nosso dia a dia.

Assim, e remetendo-me para o dia de hoje em especial, o dia da Mulher, não posso esquecer que "ela" é que de algum modo mais sofre com esta falta de tempo, mas é ela que mesmo com essa falta de tempo conssegue ter tempo para o trabalho, para a família, para os filhos, para os pais, para os amigos, para todos os que a rodeiam e no meio de isto tudo ainda consegue ter tempo para ela própria.

Não é por nada, e não é por ser mulhar, mas de algum modo nós temos uma capacidade que quando necessária ultrapassa todas as expectativas e derruba todas as barreiras. De algum modo se esta atitude muda-se nas mulheres os alicerces das sociedades e do mundo entravam em coplaso atrevo-me a dizer

Assim parabéns a todas aquelas que conseguem "arranjar" tempo e gerir o tempo de modo a ter tempo para os outros em primeiro e depois ainda para elas.

Deste modo Tempo = Mulher.

06 março 2006

A "Minha Árvore"

Foto de: Desconhecido

Era uma árvore com uma história para contar, daquelas que só algumas são capazes de ter.
Essa árvore vivia num país distante, longínquoque para lá chegar são várias horas de avião.
Nesse país de um mar de um azul profundo, águas cristalinas , uma areia branca e um mundo selvagem. Mundo selvagem esse constituido por uma variedade de passáros, peixes e animais selvagens.
Dentro desse mundo selvagem descobríamos plantas de várias cores e formatos, árvores de copas e folhas tão diferentes como diferentes são as nuvens que habitam um céu, de vários tons conforme os dias, azul-claro, azul-escuro ou cinzento, nalguns até um arco-íris.
Nesse mundo selvagem existiam várias "casas" que serviam para os "visitantes" irem descobrir, descontrair ou simplesmente conhecer.
Numa dessas casas, mais conhecida por restaurante existia um lindo jardim no seu exterior, neste jardim várias árvores existiam, mas uma se destinguia de todas elas, a "minha árvore".
A "minha árvore" era tão antiga, mas tão antiga que os anos perdiam-se na sua contagem, o tronco era largo, forte e possante, os ramos grandes e fortes, as folhas eram tantas e tão lindas que cilreavam.
Sim chilreavam, pois as suas folhas não eram verdes eram de várias cores e de vários formatos, dependia da "casa" de cada pássaro. As suas folhas eram ninhos tinha tantos que as folhas não existiam, as suas flores asas de vários tamanhos, bicos de varios formatos e cores, penas tantas ! de um colorido que não havia igual.
Dezenas e dezenas de pássaros esvoaçavam em seu redor, todos sabiam e conheciam o seu "lar", todos iam e voltavam e não paravam nesta "dança" neste vai e vem constante neste belo cantar e chilrear.
Era uma árvore, ou foi uma árvore, mas era a "minha árvore", não sei se ainda existe, mas quando se conhece uma forma de vida que se tornou em algo vivo e marcante e definitivamente diferente ficamos calados, olhamos e simplesmente contemplamos a beleza que a natureza em conjunto consegue fazer e criar.
A "minha árvore" não mais a voltei a ver, em terras distantes ficou, mas nunca mais a esqueci, criança era quando a vi, criança olhei e admirei, adulta hoje sou e muitas árvores vi e admirei mas nenhuma como a "minha árvore".
Foi a história da "minha árvore" numa terra distante em África - Inhansoro de seu nome, a espécie não sei, em saberia conhecer, não me perguntem...sei que era e será sempre a "minha árvore" de corpo velho e disforme, mas tão cheia de vida que dava gosto ver e ainda hoje não esqueço.
Nota: Tarantino - Kill Bill - Santa Esmeralda "Don´t let me be understood" acompaharam a história da "minha árvore"

03 março 2006

Nasce Selvagem

Foto de: Desconhecido

Mais do que a um país
Que a uma família ou geração
Mais do que a um passado
Que a uma história ou tradição
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Mais do que a um patrão
Que a uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
Que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem
Quando alguém nasce, nasce selvagem
Não é de ninguém.
Simples palavras, numa simples letra de uma música. Será que elas - palavras - tem algum fundamento? Será que elas - palavras - tem alguma verdade? Até que ponto e até onde? Até que ponto pertencemos a alguém?
Quando nascemos, nascemos puros no verdadeiro sentido da palavra, puros a nível de sentimentos, de conhecimentos, de saberes, de noções, somos uma pedra no estado bruto a qual tem de ser trabalhada, limada e assim levada ao seu elevado fim a que se propõe - aprender, ensinar, amar, evoluir, compreender, discernir, respeitar, proctiar, trabalhar - tantos fins, conseguimos perdermo-nos no meio deles. Significa então que se somos puros no verdadeiro sentido da palavra, somos selvagens.
Sim somos uns selvagens quando nascemos, assim como somos uns animais.
Porquê?
Porque para sairmos desse estado foram de algum modo ensinados e transmitidos conhecimentos, saberes. Imaginem se desde o nascimento nada nos tivesse sido ensinado, transmitido, éramos uns animais autênticos, com comportamentos e atitudes totalmente diferentes dos que temos.
Assim se nascemos selvagens não pertencemos a ninguém, vamos "pertencer" - a nível de coração - aqueles que nos amam e que de algum modo ja se preocuparam com que surgíssemos neste mundo.
Deste modo, na verdade não somos ninguém, somos a nível de coração daqueles que nos querem bem, nos amam e de algum modo se preocupam connosco.
Assim somos todos complemento de um todo, e no qual cada um tem o seu papel a fazer, a representar, a seguir, neste nosso caminho de existência na Terra.
De algum modo é como um livro que não sabemos o guião, ele é em branco e começa a ser escrito no dia em que nascemos.
A verdade completa, essa não sei, penso que ninguém saberá, suposições existem muitas, cada um tem a sua, sei que pertenço de coração aqueles que me amam e me querem bem, tal como eu pertenço a eles - que me amam e me querem bem.
A evolução sem transmissão, ensimamentos e conhecimentos teria sido muito mais longa e morosa, nem estaríamos no ponto de evolução no qual nos encontramos.
Mas será necessário que para termos evolução se percam valores essenciais e vitais ao homem? - de algum modo voltamos ao estado selvagem então !...
Fica a questão no ar.

Cocteau Twin, acompanharam para conseguir escrever algo, mas terminei com Cesária Évora

01 março 2006

"Estrada da Informação - Destino Música


Meredith Monk; Ras Michael & Son of Negus ; Lacrimosa ; Petrus Castrus

Ligo-me á "estrada da informação", parto em busca de quê?
Não sei, como a maioria das vezes não sei bem o que procuro, dentro do que quero sei apenas mais ou menos os conteúdos e géneros que busco, nomes, entidades alguns conheço, mas esses não são a minha busca.
Então busco "diferentes" dentro dos conteúdos.
Será que encontrarei o que quero?
Digito no programa, palavras soltas, algumas sem nexo e sem ligação nenhuma, rat, lac, lágrima, countrie, reg, shri, monk.... foram algumas das muitas que usei e muitas outras, até o "norte" lhes perdi, escolho a opção qualquer - esta opção é mais abrangente e envolve diversos assuntos.
Demora uns segundos nuns, noutros estende-se por um tempo mais longo, e lentamente vou olhando para cada uma das colunas que vão surgindo, nuns 0, noutros 250, noutros 1.000, noutros 768, noutros ainda 153.
Olhei, fiquei admirada, como palavras tão desconexas e sem sentido conseguiram dar uma variedade incríveld e nomes!
Corro os nomes, raros são os que conheço, olho então e parto em busca do desconhecido:
-de uma palavra surgiu um nome estranho e fora do comum - para mim - a minha opção recaí nele "Ras Michael & Son of Negus";
- de outra palavra surge um nome "Lacrimosa", a escolha recaí nesse nome;
- de uma terceira surgiu "Meredith Monk" mais uma escolha;
- por fim a última e quarta "Petrus Castrus".
Aguardei, tive de esperar algum tempo, finalmente chegaram.
A minha curiosidade é grande a expectativa também, abro e oiço a música.
Um a um vou descobrindo novos caminhos e horizontes, de quem até essa altura lhe era completamente estranho e desconhecido.
Foi uma grande surpresa, melhor uma "caixinha de surpresas". Géneros musicais bem diferentes uns dos outros, a língua também diferente entre eles. Do português ao alemão, de um reggae suave a um que se estranha e depois se entranha e gosta.
Terminou mais uma das minhas viagens na "estrada da informação".
Para além de nada saber e estar sempre a aprender, tento não limitar os meus horizontes ao que é visível e que se entende, procuro para além deles. Apenas sei o que pretendo ou quero, o resto vem ter comigo à medida que me vou embrenhando e prendendo na busca, depois a dificuldades está na escolha.
Ficam as questões: Porque nos limitamos tanto? Porque só buscamos o conhecido ou falado? Será medo?
A escolha recaíu em "Ras Michael & Son of Negus" - Zion Land para me levar a mente nesta "estrada da informação".

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