Destaque_ Filme_Avatar
09 junho 2006
04 junho 2006
Ondas ELF

Foto de: Fenónemo HAARP
Ruídos consecutivos ouvem-se no exterior, ... shrr ... é a consequência final que surge depois do vento embater em algo que apareça na sua frente.
No interior abrigada da aragem ventosa que no exterior decorre uma letargia começa a surgir e a tomar conta dos sentidos.
É com o "sabor" desta letargia que sou levada a campos do oeste e a ondas ELF.
Ondas ELF transmitidas a uma frequência bastante baixa, com uma determinada intensidade, e com determinadas características conseguem afectar o ouvido interno provocando em todos os seres vivos a morte imediata, sobrevivendo apenas os que tinham a audição suprimida.
Se por um lado as ondas ELF que nos "intimidam", por outro lado decorrem hoje várias actuações de grupos e artistas em vários palcos em simultâneo sendo necessário para usufruir a sua totalidade a audição.
Então se por um lado a falta de audição salvou a vida a uma pessoa e a um cão, por outro lado a audição é a que movimenta milhares de pessoas a irem assistir aos vários concertos.
Olhando aos valores que estão imbuídos em cada uma das situações, vamos dar conta de que no primeiro caso é a acção humana que provocou e desencadeou a situação - morte de todos os seres vivos - não olhando e tendo a devida atenção ao que fazia e como fazia; no outro caso é a própria acção humana que vai organizar e desencadear acções de índole musical de forma ao Homem usufruir e retirar de lá algo para seu bem-estar e lazer.
Se de alguma forma o Homem num caso actua contra ele próprio e os outros seres vivos, na situação seguinte tem em atenção os valores necessários ao bem-estar e equilíbrio do Homem.
Estranho! O Homem por um lado faz mal ele próprio por outro faz o contrário ...
Porquê?!
...
Fica a pergunta no ar...
30 maio 2006
... Dziekuje Bardzo ...

Foto de: um outro olhar
Soltam-se notas, sons suaves fazem-se ouvir, ... no ar existe uma musicalidade que me faz sentir calma. O som de um violino transporta-me numa "viagem" com ida e o regresso adiado mesmo que por breves momentos...
Olho vejo verde, ao longe serras e montanhas recortam-se no horizonte, afastam-se ... o som do violino mistura-se com o ruído constante do matraquear das rodas que "deslizam" nos carris ... o comboio esse avança.
Alguém entra cumprimenta, sons estranhos e palavras desconhecidas surgem e saem da boca ... dzien´dobry/bom dia ... olho sorrio e cumprimento sem perceber o que diz mas deduzindo ... apenas sei: do zobaczenia/tchau - quando saíu foi o que lhe disse.
Volto a "fugir", ... o som constante do comboio mantém-se com o do violino, a velocidade aumenta a direcção essa é norte ... de repente uma paragem súbita ... estou numa praça, não a conheço e nada me é familiar, olho e procuro pontos de referência, ... em vão eles não surgem!!
... Pego num mapa, palavras que não sei lêr surgem, mas nenhuma com um nome igual ou parecido ao tão desejado nome da praça! O coração acelera, ... nada ... uma praça enorme de dimensões bem superiores à anterior, ... avenidas de duas vias de cada lado!!
Olho sinto-me perdida, onde estou?
As horas essas não páram, o relógio diz-me que o tempo escasseia, despacha-te ...
Uma senhora de idade com um cão dirige-se a mim:
Czess/olá diz, respondo da mesma forma, fala não entendo mas percebo que me quer ajudar, pergunta e aponta para o mapa ,...mostro ... por gestos indico, aponto e falo o local para onde quero ir, pede-me uma caneta escreve nomes.
Nomes de ruas pela sequência que tenho de fazer, indica-me a primeira e sorri-me diz-me do zobaczenia e outro sorriso surgiu.
Sigo em direcção à rua, antes olho para trás deixei de a vêr!! Desapareceu, ainda agora estava e de repente o vazio surgiu ... estranho!
Não posso demorar o tempo escasseia, acelero o passo ... direita, esquerda, outra vez esquerda, e mais não sei quantas voltas, ... finalmente!
Sei onde estou, a praça minha conhecida com a estação de comboios ao fundo surgiu e as avenidas minhas conhecidas também!
Senti-me em casa num local desconhecido, caminhei para a pousada coloco a chave na porta e ... a noite caíu escura e cerrada, sorrio lembro a mulher do cão e penso se existem "anjos" ou "acasos" ... o calor chegou-me à cara a sede surgiu, estou cansada, sentei-me bebi água e simplesmente apreciei o momento ...
A música silenciou, e o comboio não se ouve ...
Apenas uma palavra me surge Dziekuje bardzo ...
29 maio 2006
Brussels Gray = Cinzento Bruxelas

A Sinapse falou ... disse: que juntava à palete das cores o Brussels Gray = Cinzento Bruxelas, eu olhei para a minha palete olhei para as cores e organização no espaço das mesmas e ... tenho para "ele" (espaço) - "ele" o Cinzento Bruxelas pode entrar na minha palete ...
Mas, ...
Porque é que existe sempre um mas?!
Foto de: Pedro Coelho
A quantidade será pequena, porque o uso será condicionado pela força do laranja, do azul, do verde, do amarelo e do branco com um fiozinho muito ténue do preto apenas para realçar pontos estratégicos que possam necessitar.
O cinzento esse dará o ar da sua graça quando necessário em actuações deliberadas e cuidadas de modo a sobressair todo o conjunto, deste modo mostrará que o mesmo pouco usado e pqueno e de muita utilidade pois dele surgem quadros que de modo algum surgiam se o Cinzento Bruxelas não fosse inventado.
Peço desculpa ao Brussels Gray, mas de outro modo não sei trabalhar pois para entupir as ideias já basta o céu cinzento olhar e um dia de Inverno sentir.
Assim algo do género à imagem pode surgir, pois para algo com cores belas surgirem ... outras cores, menos belas são necessárias, assim Brussels Gray= Cinzento Bruxelas, tem algo de importante numa palete de cores, mesmo às vezes ficando nós tristes e taciturnos com o dia cinzento.
Talvez por o dia estar hoje muito solarengo e bastante quente (alguns chamaram de sufocante) me lembrei do Cinzento Bruxelas pela sua oposição.



