Pim…pim…schh..schhh…
Foto de: um outro olharPim…pim…schh..schhh…
Da janela nada se vê a não ser a noite, e o ruído, sim o ruído pim…pim…schh..schhh… a chuva não parou de cair todo o dia, o vento esse de algum modo foi constante todo o dia tornando-se mais intenso com o chegar da noite.
São estes dias que nos fazem gostar de estar em casa a ouvir os sons, a sentir o conforto que as paredes nos transmitem, do surgir de uma conversa de família ou de amigos de um almoço tardio até com horas tardias de terminar.
São dias assim que nos fazem pensar que mesmo sendo um dia dos mais feios e cinzentos que mais uma vez surgiu é um dia de sol e de luz porque de alguma forma outras “luzes” e outros “sons” nos ajudam e impulsionam a sorrir e dizer “é um dia lindo e bonito”.
O relógio, esse não parou nem pára é um movimento constante de batida certeira que nos mostra o quanto incertos e falíveis nós somos.
Assim se vai passando o tempo” entre o saltar de um traço para outro traço", um minuto se passou e nele risos e conversas surgiram estes falíveis e incertos como tudo o que não é máquina (não conto com as avarias que estas tem, porque nós mais “avarias” temos então).
E … como tudo o que é falível e incerto é aquilo que nos circunda e é necessário para viver e sobreviver e o que é certo e infalível normalmente máquinas são, resta-nos saber aproveitar os momentos que nos surgem e deles tirar proveito. Deles, fazem parte os dias cinzentos, de chuva e vento que não nos apetece sair de casa, mas que um …trimmm, trimmm nos faz sair, fazer kms e dizer “foi um dia lindo e valeu a pena, oxalá mais destes existam”
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Pim…pim…schh..schhh…
Pim…pim…schh..schhh…





