Tempo = Mulher

Desenho de: Xenia
Cada minuto que passa é um avançar no relógio, é um avançar no infinito.
Assim desde os primórdios dos tempos fomos sempre condicionados pelo tempo.
Tempo nos primórdios era mais definido pelo raiar do sol, e pelo pôr-do-sol, era o modo como conseguiam os antepassados mais remotos distinguir o dia da noite, distinguir as horas de descanso das horas de labuta e de trabalho.
Para "eles" - antepassados mais remotos - tempo no sentido de ter horas, momentos, espaço, não existia era de algum modo mais fléxivel, mais aberto e mais sereno, davam grande valor aos momentos em família, em grupo em comunidade.
Tempo no sentido deles, era mais relevante na questão das condições atmosféricas - sol, intempéries - eram factores bastante importantes para a sobrevivência e as deslocações para locais distantes.
Com o avançar dos anos, dos séculos, várias alterações foram ocorrendo, desde o surgimento da roda à luz eléctrica, do telefone à insdustrialização. Com este avançar no calendario algo foi "obrigado" a ser condicionado, a ser alterado, esse algo foi o Tempo.
O "Tempo" como é gerido e distribuído alterou-se de forma radical dos primórdios até aos dias de hoje. Do tempo valorizando a família em comunidade - a mulher no papel de mãe e daquela que fazia as lides da casa e do campo - mudou-se para o que chamo "tempo económico" ou "tempo é dinheiro" em que em primeiro lugar se coloca toda a optimização do tempo de modo a rentabilizar ao máximo com menos custos. Algo vai surgir com isto, esse algo é a falta de tempo e disponibilidade nas famílias, em comunidade, pois este está a ser canalizado para rentabilizar economicamente, mas para além deste factor está a ser gasto em deslocações para os seus locais de trabalho e dos seus locais de trabalho para as suas casas.
Assim olhando cruamente e friamente, para a sociedade que temos hoje o tempo é escasso para o que é considerado essencial. Qual o nosso essencial? Aqueles que amamos e todos aqueles com quem convivemos e partilhamos o nosso dia a dia.
Assim, e remetendo-me para o dia de hoje em especial, o dia da Mulher, não posso esquecer que "ela" é que de algum modo mais sofre com esta falta de tempo, mas é ela que mesmo com essa falta de tempo conssegue ter tempo para o trabalho, para a família, para os filhos, para os pais, para os amigos, para todos os que a rodeiam e no meio de isto tudo ainda consegue ter tempo para ela própria.
Não é por nada, e não é por ser mulhar, mas de algum modo nós temos uma capacidade que quando necessária ultrapassa todas as expectativas e derruba todas as barreiras. De algum modo se esta atitude muda-se nas mulheres os alicerces das sociedades e do mundo entravam em coplaso atrevo-me a dizer
Assim parabéns a todas aquelas que conseguem "arranjar" tempo e gerir o tempo de modo a ter tempo para os outros em primeiro e depois ainda para elas.
Deste modo Tempo = Mulher.




