Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

26 janeiro 2006

Frida

Foto de: Fantasy Arts

En la noche...ano de 1922 México.
Assim começa a viagem. Viagem essa por um mundo de cor, som e imagem.
Um mundo onde entramos primeiro a medo e com expectativa, depois ao ouvir os primeiros sons transforma-se, apercebe-se que algo de diferente está para surgir.
Vermelho, verde-garrafa as cores que com frequência surgem e nos enchem o écran.
A vida que surge cheia e ávida, travessa e alegre num grupo de jovens, mas cedo nos apercebemos que um acidente irá alterar a vida de um desses jovens, de modo irreversível e que irá ter tendência para agravar à medida que nos vamos "prendendo" cada vez mais no enredo.
Pequenos traços gerais que transmitem apenas o percurso que a jovem do acidente teve de fazer e enfrentar para singrar e sobreviver.
Sobreviver em termos de acidente, e depois em termos de vida própria o modo como enfrentou, lutou e como nunca deixou de lutar pelo seu grande sonho. Sonho esse que era pintar, e que se iniciou pela necessidade de ganhar a vida.
Sim pintar.
Assim, vamos apercebendo de como foi o percurso, idêntico ao de várias outras pessoas até ao ponto do acidente, aqui começa a diferenciar-se pois nunca deixa de querer lutar acima de tudo de andar e de ter uma vida o mais possível normal (dentro dos problemas que surgiram). Com esta luta surge a do gosto da pintura cada vez maior e a de sobreviver, mais uma vez procurou quem a poderia ajudar a evoluir como pintora e a sobreviver, Diego Rivera irá ter um papel importante.
Deste modo esta jovem tornou-se conhecida e reconhecida, refiro-me a Frida Kahlo (pintora notável e que trouxe algo novo para a época), assim foi em traços gerais o seu surgir e tornar-se no que foi mais tarde e ainda hoje para a pintura e para todos aqueles que de algum modo apreciem este tipo de arte.
Algo que é notável ao longo de todo o filme para além do movimento, da alegria e da tristeza, dos momentos de rir (do filme), as cores já foquei, é a música de tal modo envolvente em todo ele, que se consegue manter nos nossos ouvidos e desse modo mais tarde voltar a transportar-nos ás cenas onde surgem, as pinturas e os murais que se vêem durante o filme são alguns dos pequenos detalhes que nos prendem.
Assim, com Frida além de me mostrar que a coragem, a perseverança, o lutar pelos nossos sonhos é necessário às vezes não termos medo de agarrar as coisas boas que nos vão aparecendo, acima de tudo saber distingui-las e que viver pode ser difícil e doloroso, mas de modo algum será pior se não tentarmos fazer algo para mudar o rumo que as "coisas" de alguma forma possam levar.
Vêr Frida é como tomar uma "injecção anti-gripe" (algo que não faço pois eu e as agulhas não nos damos bem), de algum modo põe-me imune por momentos, mas é mesmo só por momentos, pois o resto cabe a mim fazer.
Por isso gostei de refazer esta viagem e não me importo de levar esta "injecção anti-gripe", e de continuar a ouvir Alcoba Azul.

24 janeiro 2006

Compromisso de Honra

Foto de: Desconhecido

Temos dias em que pensamos que tudo o que temos e tudo o que fazemos não é nada, que tudo aquilo que tocamos não é nada.
Talvez seja algo drástica ao dizer isto, talvez seja apenas um "grito", um "grito" de impotência. Todos de algum modo fazemos e contribuímos com algo gratuito ou "free" (palavra tão em voga), seja onde for e de que modo for ninguém é indiferente (pelo menos uma percentagem de pessoas sei que não o é).
Talvez por isso eu sinta que é apenas um "grito", que quando se faz é pelo simples gosto de fazer, de dar de partilhar, ajudar em alguns casos a atenuar a dor que existe mas nada mais se pode fazer, nada mais existe que o simples gesto de esticar o braço ou mão a quem precise.
Mas, porque mesmo assim sinto que não faço nada?!
A vida cheia e agitada do dia a dia, preenche-nos grande parte do tempo, é necessário saber coordenar horários, "esticar o tempo" quando ele se torna apertado, coordenar várias coisas em que se possa estar metida, no meio disto tudo ter um pouquinho de tempo para nós, sim para nós próprios algo necessário e muito importante para nos sentirmos bem.
Deste modo, apenas tento chegar a um simples ponto, tenho constatado e visto várias pessoas, umas com a vida mais agitada que outras, algo tenho notado entre todo este género de pessoas, pode parecer estranho, mas todas aquelas pessoas que estão mais agitadas e ocupadas são as que de algum modo conseguem arranjar mais algum tempo para disponibilizarem algo delas em proveito dos outros. Assim por incrível quem mais tempo tem, normalmente desculpa-se que não tem tempo!
Onde quero chegar?
talvez ao pontoem cada cada vez menos pessoas se interessam por dar algum tempo em favor de outrém (não interessa quem, pessoa ou instituição), em dar um pouco do seu trabalho em favor de algo de forma gratuita.
Porquê?
Porque é mais fácil, não assumir compromissos especialmente de forma gratuita na qual nalguns temos arrelias, noutros temos horas despendidas fora de cas, noutros junta-se lazer ao trabalho, mas em todos existe um compromisso.
Também existe a "estirpe" do diz sim mas nunca aparece nem nunca faz nada.
Assim noto que cada vez mais nos tempos de hoje é difícil assumir compromissos seja de quem for. Compromisso de Honra tão em voga no tempo dos meus avós e no qual se desdobravam simplesmente para cumprir, já não existe ou quase desapareceu, é algo que me atrevo a dizer que está em vias de extinção.
Porquê? Não confiam, não acreditam (mais em voga neste tipo de compromisso).
Assim com pena minha chego a uma conclusão: as pessoas deixam-se ir na "onda" desta sociedade, não criam ideais e pensamentos próprios, nem ideais de vida, logo como podem acreditar, confiar, ou querer dar tempo a outrém ou a uma instituição?!
Tanta letra escrita para dizer , por muito que eu faça é sempre pouco o que faço, por muito que eu grite é pouco o que grite, pois são muitos os que precisam e são poucos os que ajudam e estendem a mão, às vezes é preciso esticar o tempo correr muito.
Todos juntos e unidos fazem muito, sózinhos e sem rumo a lado nenhum se chega.
Nota: tudo desencadeado por uma série televisiva, em que um médico assumiu que ajudava o doente "esquecendo" um superior que discordava determinada opção e pedindo ajuda a outro superior, esse correndo o risco nessa mesma opção uma vida se salvou.

22 janeiro 2006

Hoje, onde está a "nossa criança" em nós?

Foto de: Desconhecido

Sento-me, olho em redor, busco algo não sei bem o quê.
Há dias em que nos sentimos vazios de conteúdo, vazios de ideias, quando tal acontece devemos tentar interferir com esse torpor e romper com essa barreira.
Será fácil?
Talvez sim, talvez não tudo depende daquilo que eu possa ou não "usar" para, interromper esse torpor.
Um dos métodos, usar a mente e induzir à mesma que vou racicionar, me vou movimentar, vou sair do torpor que me comprime e entrelaça e me deixa de mãos atadas.
Outro método, música ou um filme, coisas que me fazem transportar e levar até outras "paragens" e nos elevam o espírito de modo a que ele fique preparado a receber outras informações.
Assim trsnportei-me através do tempo e do espaço, e vi-me criança , brinco e corro no jardim, trepo ás árvores, faço corridas de triciclo.
Porque me fui lembrar do triciclo?!
Não sei, talvez porque fosse o meu amigo e aquele que me levava a todo o lado, aquele em quem confiava e ganhava todas as corridas da rua.
De algum modo todos temos alguém ou algo que nos faz confiar e acreditar, e nos diz que podemos e sabemos transpor os nossos receios e os nossos medos.
À medida que o tempo avança novos modelos e modos usamos, mas em todos existe em comum a nossa pessoa, a nossa identidade, os nossos pensamentos, o nosso modo de ser.
Na sociedade em que actualmente estamos inseridos, em que o exterior se sobrepõem a tudo aquilo em que acreditamos, é necessário muitas vezes ter aquela fé de criança para manter o mais possível , o comum da nossa pessoa em criança com a da pessoa que somos hoje e iremos ser amanhã.
Por isso o tempo passa, nós vamos mudando exteriormente algo que é natural e normal com o passar dos anos.
Mas e o interior? Sim o interior, esse alterou, ou modificou?
De certo modo sim, tudo aquilo que se foi tornando menos importante será colocado em segundo plano.
Será então isto que nós em crianças ansiámos? Será que nos transformámos nas pessoas que em "miúdos", pensámos que iríamos ser?
De certo modo em alguns casos será sim, outros nem por isso, outros estará bem longe disso.
De algum modo penso que aqueles de nós que mais perderam "o fio condutor" com a sua infância, são aqueles que mais se distanciaram da mesma.
Será mesmo isso?
Respostas certas não têm, nem eu tenho, nem é isso que tento fazer, compreender é apenas o que tento de algum modo fazer.
Deste modo um brinquedo que usei em criança e tantas alegrias me trouxe na altura, faz-me ver que de algum modo não perdi o meu"fio condutor" com a minha infãncia, antes sim "limei" arestas e progredi.
Fez-me ver que não me transformei em nenhuma pessoa que era o oposto do que eu queria.
Dei conta que ontem, hoje e amanhã andarei sempre numa busca incessante.
Dei conta que os sonhos que temos em crianças não os devemos de algum modo esquecer e sim lutar sempre por eles, acima de tudo lembrando que o acreditar de criança é esse que nunca devemos esquecer e se possível nunca perder.
Hoje pergunto onde está a "nossa criança" em nós?
Por mim, penso e deduzo que sei onde se encontra, será que todos podem dizer o mesmo?
Pedro Barroso e" Anúncio Confidencial" foram os meus acompanhantes ao logo desta "pequena viagem".

19 janeiro 2006

Sengo

Foto de: Nosso Moçambique

Uma praia deserta, selvagem, areia a perder de vista, mar, ondas, ...bancos de lama, vários a perder de vista, coachar intenso, entradas de água do rio e peixes sapos, muitos, ...toco neles, incham.
Pequenos detalhes, pequenas relíquias, de uma praia selvagem, esquecida a milhares de kms, lugar único de uma beleza incrível.
Aventuras, também, muitas, só o acesso a ese local se tornava restrito pelo seu "caminho", não posso chamar caminho, mais seria um trilho se é que conseguia ter essa palavra, rios, pontes de madeira (com o rio um pouco mais cheio a água passava por cima), vários pântanos, um autêntico "labirinto" e uma façanha para se lá chegar.
Requeria boa condução, nunca se ficou na margem por a ponte estar obstruída, ou com a água a passar por cima, Land Rovers e Bocas de sapo, alguns dos veículos que lá passaram.
Conhecimento profundo do terreno, pois um passo em falso, e não se saía do "labirinto", tudo isto em vários kms, não recordo a distância, era longe.
Assim era o percurso de acesso à praia selvagem.
Lá apenas existe o lado selvagem a nível de praias e de tudo o resto, e só mais tarde surgiu um pequeno complexo turístico, mas algo muito simples, mas bonito.
Nessas praias corri muito, espetei ouriços nos calcanhares, um dia uma tempestade levantou-se de repente, brincava na areia com uma bola, era como alfinetes a espetarem-se nas pernas, eu corria atrás da bola, a minha mãe aflita já não chamava por mim berrava, pois com a areia pelo ar, não se via nada, deu comigo.
Tapou-nos com uma manta, eu fiquei triste queria a bola!
Não tinha consciência do que se passava e do que se aproximava.
Virado para o Indico o sengo, tão pequeno, tão agreste, mas tão puro.
Sim tão tudo, pois nele está concentrado tudo o que de mais selvagem, mais puro, mais belo, melhor existe, num país, nele também emana toda a energia que só um paìs naquele continete consegue ter. Nele também está concentrado todos os grandes problemas, querras e misérias que agora atravessam.
Hoje, volvidos muitos anos, recordo com uma imensa saudade esse meu pequeno paraíso, essas culturas diferentes, essas vivências, acima de tudo que não havia pressa e se vivia cada dia com uma energia e felicidade como nunca vi.
Talvez por isso hoje, ainda tenha mais tristeza do que se passa por lá.
Porquê? Sei que tem riqueza para terem tudo o que querem, talvez por isso eles sejam tão cobiçados e devido a essa cobiça exacerbada surjam grandes problemas económicos e finaceiros.
è algo irónico, mas os mais pobres a nível económico e financeiro, são aqueles que tem das melhores condições para tudose lá criar, sim tudo e imagibem o que quiserem.
Todas as convulsões e ganâncias económicas, lentamente estão a destruir estes pequenos paraísos de vários modos, espero que não os consigam destruir de vez.
Africa, teve , tem e terá sempre uma aura e um lado místico e muito próprio dela, pois só lá se tem a verdadeira dimensão de várias coisas nesta vida e neste mundo.
Só ela consegue rivalizar com várias atitudes e comportamentos que se adoptam, nas culturas europeias, americanas e outras, pois lá todos tomam consciência do que é a verdadeira dimensão da vida e do viver.
Quem passa ou passou por lá algo tráz ou trouxe de lá e algo de si lá fica, pois é este um dos grandes encantamentos de Africa.
Fotos do Sengo não tenho comigo, na net não encontro, por isso desculpem-me a que coloquei, foi o que de algum modo se conseguiu aproximar, mas apenas isso conseguiu.



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