Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

21 fevereiro 2007

o "herói"...



Cartoon de: Skalman – Write work

“As coisas acontecem, as pessoas mudam”. In book “As mil luzes de Nova York” de Jay McInerney

Nada começa sem existir um princípio, um início, tudo deriva de um ponto de partida. Esse ponto de partida será portanto o grande impulsionador de toda uma “aventura”.
“Aventura” essa que irá seguir e acompanhar sempre até ao fim o seu “herói”. Este “herói” pessoa comum ou não, pode seguir ou não padrões convencionais cada um segue a seu modo o percurso da “aventura” que mais lhe convém. Assim sendo e tendo o poder e a liberdade de escolher durante o percurso as opções que mais lhe são favoráveis, vai implicar de algum modo que com a informação que vai adquirindo o seu leque de escolhas se vai tornando de algum modo mais específico.
Para esta especificidade muito vai contribuir os gostos, tendências e as posses monetárias de cada “herói” e de algum modo as influências exteriores que o circundam. Assim de algum modo directa ou indirectamente o nosso “herói” foi de algum modo alterado ao logo do percurso, o nosso “herói” foi mudando e sofrendo alterações conforme as circunstâncias lhe perdiam ou exigiam.
Assim o nosso “herói” não é uma forma de vida estanque mas acima de tudo é uma forma de vida permeável e desse modo susceptível a mudanças e a transformações. Quais são essas transformações? Só vai dando conta à medida que o percurso da aventura evolui para situações mais exigentes e mais complexas, só à mediada que avança toma noção que se tornou mais complexo, mais exigente, mas também mais mutável e permeável e assim mais susceptível a mudanças sejam elas de que origem ou forma sejam.

18 fevereiro 2007

Música, com ela ...

Música… com ela altero os estados de espírito, com ela viajo a memórias, com ela aprecio o momento único de sentir as notas que nesse momento surgem.
Sons, com ele música/músicas e deste modo um “bilhete” que nos abre as portas a deixar a mente parar ou “voar” até onde ela nos deixar ir, até que a razão ou o nosso “Eu” nos diga que é tempo de parar e seguir o convencional, é tempo de parar e seguir o dia a dia, é tempo de parar e seguir em frente.
Mas, porque é tempo de se assim quisermos parar em qualquer altura e seguir em frente em qualquer altura também é tempo escutar a nossa voz interior e recuar no tempo quando necessário.
Moçambique - Wazimbo "Nwahulwana"








17 fevereiro 2007

O Sonho

Foto de: Carlos Rema


Passo a mão na cara, continuo absorvida em pensamentos. Pensamentos, esses, que me fazem abstrair e sair do mundo real que me rodeia.
Vou à torneira, coloco as mãos debaixo da água fria que corre e, deixo a água correr sobre as mãos até as sentir frias e geladas e num gesto quase maquinal passo as mãos nas têmporas, uma dor de cabeça começa a surgir.
Olho para o exterior através do vidro, como se este fosse uma lupa, tento perceber os olhares, os gestos, os passos que cada pessoa faz. Então algo em comum começo a encontrar, a rigidez dos rostos, a ausência de sorrisos e o passo acelerado ou quase de corrida são uma constante no vai e vêm constante que se passa no exterior.

O vento sopra com força, começa a assobiar e num momento em que o som foi mais elevado eu acordo. Olho em volta e tento perceber se foi real ou um sonho, dou conta então que foi um sonho. Instintivamente e num gesto rápido de cabeça olho pela janela vejo então que o vento sopra com força as árvores se encontram todas dobradas as pessoas vão no seu passo acelerado e quase de corrida encolhidas no meio dos casacos e cachecóis os rostos esses não os vejo estão longe, (longe da vista e longe do contacto das pessoas) … mas percebo pelo passo e atitude que não diferem muito do sonho que tive… a tristeza e solidão está a tomar conta do espaço das pessoas...

12 fevereiro 2007

Porque

… temos dias que nada apetece olhar e fazer do que é habitual e normal, hoje foi um desses dias…
Porque
a neve não serve só para esquiar, e porque voar não é só dos pássaros, algo que junta as duas actividades e resulta em algo que foge ao que é mais comum e normal…

Speed Riding Niviuk



07 fevereiro 2007

… o céu como limite, as nuvens como objectivo…

Nada fazia prever que o vento de repente alterava a sua trajectória as previsões nada diziam apenas o normal de um fim de tarde se apresentava pela frente.
Assim, como nos fins de tardes anteriores os preparativos começaram lentamente a surgir. Rapazes e raparigas calçam botas e carregam com os “sacos” às costas, escolhido o local retiram os “objectos” necessários do grande saco e preparam os “objectos” para a viagem que se aproxima, uns maiores outros menores, mas todos eles importantes e necessários.
Esta etapa está preparada, é arrumado o saco e começa o vestir de camisolas, calçar luvas, por frontais logo de seguida vem o ritual mais importante e cuidado, o colocar dos “objectos” nada pode ser descurado, tudo é olhado ao mais pequeno detalhe, a concentração torna-se maior pois nada pode falhar.
Olha-se em frente de lado olha-se para a manga o vento está constante é escolhido o momento, o corpo é atirado para a frente e uma corrida em que a velocidade o equilíbrio entre homem e objecto são essenciais e cruciais começa, os metros são escassos e … a sensação de vazio e falta de aderência surgem um leve toque nos comandos e o chão começa lentamente a afastar-se.

Nada fazia prever …
Que, nessa tarde tudo se iria precipitar e obrigar a manobras de emergência e a atitudes mais agressivas para se chegar à segurança do solo.
Assim, do não prever deu-se conta que as forças da natureza surgem quando menos se espera e por mais previsões actuais que possam existir nunca sabe o momento exacto da sua entrada ou o momento exacto da sua saída.

”O céu era a liberdade e a imponderabilidade. Um mundo transparente onde soprava o vento e corriam as nuvens.” In book “ A encomendação das almas” de João Aguiar

30 janeiro 2007

… Tic tac, Tic tac …


Foto de: Salvador Dali
“Os segundos iam-se tornar semanas, as semanas séculos, ao longo dos meses seguintes.”
In book – Um Natal Que Não Esquecemos - de Jacquelyn Mitchard

Tic tac, tic tac
Lentamente o relógio avança e com ele avança todo o meu ser e todas as minhas ideias,
Tic tac, tic tac
Mais uma volta no tempo ou um tempo sem volta?
Nem me apercebo do som que me rodeia, ou do que se passa à minha volta por momentos o tempo parou ou parece que parou

Tento sair da inércia, concentro-me e vejo figuras ao longe, personagens de um enredo no qual me tento concentrar, … bruxas (três), generais escoceses, vitórias e um regresso a casa. Ambição destemperada, forças malignas, assim se vai desenrolando a tragédia … e assim entro num estado de alerta e inércia, os dois rodando e tomando conta do tempo nas proporções necessárias.

Tic tac, tic tac
O tempo avança nem dou conta dos segundos que passaram, ou das horas que passaram.
O pano desceu, os actores terminaram a sua “viagem” por um mundo passado. Eu, de algum modo terminei a minha viagem pelo mundo passado, assim encaminho-me para a porta e um frio gélido toca-me na cara. Recorda-me que o tempo avançou, uma noite se avizinha e que tal como no passado o tempo continua a rodar, a rodar como um sem fim.
E… nós somos como actores que vamos actuando num teatro em que só vamos conhecendo o enredo à medida que ele se vai desenrolando, em que só vamos colocando as peças à medida que elas são pedidas e necessárias, em que nós vamos escrevendo a história e nem conta damos que de um segundo passou-se a semanas e meses e várias vidas passaram sem que nós pessoas tivéssemos dando a devida atenção a tal, porque estávamos sempre à espera do momento ideal ou da altura ideal.

Tic tac, tic tac …

24 janeiro 2007

... letra, palavra …


Desenho de: Kajan

Falar, escrever tão naturais como o aprender a andar, mas tão complexas no seu uso.

Diferem entre países assim de algum modo diferem na língua e deste modo reflecte-se no modo como é escrita e falada.
Tão diferentes entre si as letras inseridas num alfabeto que difere nos vários cantos do mundo.
Esse mesmo alfabeto o qual é constituído por várias letras são dos “tesouros” mais importantes que temos e ao qual muitas vezes esquecemos de dar o seu devido valor.
Dele, nascem palavras soltas, das palavras soltas, surgem o formar de uma ideia, e desta surgem toda a esperança que um mundo necessita para a mudança que se espera para o dia seguinte.
Para o dia seguinte sim, é que das letras e palavras surge o pensar e é com elas que se ensina o futuro a todos aqueles que nascem, aprendem a andar e que pulam, saltam e brincam nas bicicletas nos jardins, nas ruas, nos quintais, é com eles que o mundo cresce e o dia volta a surgir com uma esperança maior e um sorriso maior.
A palavra ensina, a palavra desafia, a palavra entristece, a palavra alegra, mas um conjunto de palavras dá força e a frase nasce e ensina que para avançar é preciso saber usá-la e não atirá-la, como se lixo fosse.

21 janeiro 2007

…hrdost …


Foto de: judytha

Num acto natural e normal, faço intenção de me sentar no chão de pernas cruzadas como é meu costume e só depois então me dedico ao que me levou a sentar. Invariavelmente um livro, uma música, um filme e deste modo surgiu algo que li e me deixou a pensar “São as casas mais grandiosas e as árvores mais altas que os deuses deitam abaixo com raios e trovões. Porque os deuses gostam de contrariar o que é maior que o resto. Não suportam o orgulho a não ser em si próprios” surge in “ A Regra de Quatro” - Ian Caldwell e Dustin Thomason mas é de Heródoto.
Nos tempos de hoje não são deuses, mas … surgem de modo mais ou menos visível, usam e abusam do puder que lhes é atribuído, ou prometem e não cumprem são apenas algumas das facetas comuns e notórias nos dias de hoje.
De algum modo esquecem os que os rodeiam e acima de tudo esquecem que antes de serem o que são estiveram inseridos no número daqueles que o rodeiam e que fizeram parte dos que são esquecidos ou preteridos por outros.
No fundo esquecem as bases, as raízes e apenas se orientam por novos conceitos e tudo o que domina esses novos conceitos, a pessoa e o humano ficou num plano inferior assim surgem novas atitudes umas melhores outras nem por isso mas todas elas fazem parte de um todo.
Esse todo melhor ou pior faz de nós a pessoa ou as pessoas que somos, assim de algum modo esquecer o outro ou os outros é esquecermo-nos a nós próprios, e esquecendo nós e a nossa identidade pode ser o inicio de perder tudo ou todos.
... hrdost (orgulho) em grau elevado pode ser o princípio de um esquecimento da nossa identidade

17 janeiro 2007

… manhã …


Foto de: GeWesely



Temos segundos, temos minutos, temos dias, temos momentos em que estamos bem, que tudo se enquadra que tudo se encaixa, encaixa tão bem que mais parece que é irreal, ou melhor mais parece que por estar demasiado “encaixado” ou certo decerto algo se avizinha. Será?!
Não sei, para mim apenas é um pensamento que me surgiu leve e rápido tal como este ano se iniciou, rápido e leve, com uns laivos de sol a surgir de vergonha em altura do ano que nos deixa de sorriso nos lábios, pois por estas alturas o “hábito” é o cinzento, a chuva e o nevoeiro e o frio (este ainda vai dando o ar da sua graça) até quando? Eu gosto de sentir e de ver, mas admito que é estranho nesta altura do ano, e pergunto-me o que se passa? Serei só eu ou o tempo também está já baralhado e não sabe bem quando deve entrar e sair?
Então reparo que o dia foi passando e lentamente manteve o seu “temperamento” mas reparo também que o seu “temperamento” é mais ameno e não tão agreste como no passado.
É fruto dos tempos? Ou da mão do homem?
Talvez dos dois … vejo e noto que vão ter de aprender a coexistir se querem que a manhã volte a ser como é e como era outrora, e não como decerto será num futuro próximo …
Assim…
“Não sei ao certo se é a manhã que passa, se é o dia que passa, ou se é toda a vida que passa nesta manhã neste dia.” In “Nenhum Olhar” de José Luís Peixoto

28 dezembro 2006

… um segundo … um dia … um ano …

Foto de: Seekers
“A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento”
Autor: José Eduardo Agualusa in “O vendedor de passados”
O dia chega ao fim, olho para o relógio e dou conta de que ele não pára e no mesmo visor os ponteiros continuam a sua viagem interminável, voltas e voltas … assim é o modo como as horas passam, para nós talvez não sejam só voltas e voltas mas algo mais que tem um inicio, um meio e um dia terá um fim.
Nos meandros de todas essas “voltas” que não são só voltas para nós, ... vão passando os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, e por fim os anos…
E assim quase sem nos dar-mos conta um ano passa e nós olhamos incrédulos e dizemos “foi tão rápido !!”
Terá sido? Talvez não, talvez as nossas vidas demasiado aceleradas tenham provocado tal, e assim o que fica na memória pode ser algo que nos agrada ou não, assim a paisagem que um dia ao olhar para trás nos surge poderá ser uma que não era aquela que gostaríamos de ter feito na altura …

Novo ano a surgir, com ele novas ideias, esperanças e energias e com ele uma nova atitude deve emergir para um dias a paisagem contemplada não ser de angústia, tristeza e só trabalho, mas de alegria, amor e felicidade e tudo o resto que é inerente …

Saiam bem de 2006 mas entrem melhor em 2007

19 dezembro 2006

… mais um Natal, mas … uma nova Atitude …


Foto de: Ivonaldo Alexandre

“Por vezes os seres humanos são tal e qual como as abelhas. Estas protegem ferozmente a sua colmeia, desde que estejamos cá fora. A partir do momento em que entramos, as obreiras parecem concluir que a questão foi resolvida pela gerência e deixam de ligar. Graças a este facto, muitos insectos dados a viver do alheio têm conseguido um doce modo de vida. Os seres humanos fazem o mesmo.”
Autor Neil Gaiman e Terry Pratchett in “Bons augúrios”

Mais um Natal se aproxima, com ele mais um aproximar de um fim de ano a chegar e outro a iniciar, assim e com uma atitude de pensamento são e positivo vamos encarar este Natal com uma nova esperança e que essa esperança de algum modo deixe de o ser e passe a ser a atitude necessária para a mudança tão necessária em cada um de nós, para o novo Ano que se aproxima.
Um Bom Natal para todos vós e que ele seja o início de uma nova atitude.

11 dezembro 2006

... letras, palavras ...


Foto de: Coesis

Tento escrever, tento organizar o pensamento, tento estruturar as ideias mas arghh, nada resulta, está, demasiado solta, leve para a conseguir controlar - mente.
Escapa-se a letra, escapa-se a palavra, escapa-se a estrutura, e o que podia ser a ideia não passou disso mesmo, de uma simples tentativa e de um arremesso falso.
Tão frágeis mas tão ágeis na sua estrutura e no seu enquadramento, levam-nos a pensar, levam-nos a imaginar e levam-nos a viajar. Dão poder a quem as domina e simultaneamente retiram poder se o mesmo for abusivamente usado.
Arrastam multidões se bem usadas, encaixadas e combinadas mas afastam pessoas se jogadas ao acaso e sem saber o caminho e destino que lhes dar.
Conforme a localização da palavra esta pode ter vários sentidos para isso muito contribui a acentuação (ponto, vírgula, exclamação, interrogação são apenas alguns) saber usar é saber usar de um dos meios de comunicação mais importantes mas às algumas vezes usado de modo errado e impróprio para o fim a que se destina.
Um conjunto de palavras se bem usado pode ser uma “arma” que usada com sapiência pode causar maior “destruição”/”inovação” que muitas “ batalhas”, tal como podem atrair ou repelir boas ou más causas.

06 dezembro 2006

as minhas escolhas



Finalmente depois de me decidir quais os que devo colocar nas minhas preferências (mais existiam, mas não posso colocar todos), por iniciativa do Geração Rasca o regulamento está aqui tive o primeiro conhecimento pelo pelo JFD .

As minhas escolhas (ordem alfabética):

Melhor Blog Feminino Individual:

a Magia das Palavras
Y

Melhor Blog Masculino Individual:
The tracker


Melhor Blog Colectivo:


Melhor Blog Temático:

Cineblog


Melhor Blog:

Automne
Voando por aí


Melhor Blogger:

...o "bicho"...


Desenho de: A. Willette

Letras e palavras algo que nestes últimos dias da semana tem estado um pouco adormecido, talvez se encontrem um pouco como o espírito da pessoa que tem de as transmitir, talvez estejam de algum modo a procurar a calma como a pessoa que as escreve, talvez apenas procurem o momento em que sintam que se devem soltar…
Dirijo-me com passos apressados para uma porta o frio sente-se e por isso tento ser rápida na abertura da mesma, mas “ela” – porta - optou por fazer o contrário e ser do mais teimoso que existe na abertura, enquanto isso as mãos gelavam, finalmente, a tranca de segurança caiu e a porta abriu-se. Gelada corro para o carro, mas antes olho e vejo um “rolo” preto enroscado no capot, na parte onde o calor do motor ainda se fazia sentir.
Olho-a e digo-lhe para sair, “ela” olha para mim com os seus olhos negros e mantém-se calma e na posição de querer continuar a dormir.
Então entro no carro, novamente olho para ela e para os seus olhos negros, ela olha e matem-se na mesma, ligo o motor, ela continua na mesma calma e pacatamente deitada, nem um salto nada, simplesmente a calma. Saio do carro, chamo-a e digo-lhe para sair, "ela" começa a perceber e olha para mim, quer sair mas ao mesmo tempo não quer… Continuo neste “jogo” de calma entre o chamar calmamente e o esperar que “ela” desça do capot.
Ao fim de algum tempo levanta-se lentamente anda e a custo tenta descer do capot, hesita muito tempo, finalmente desceu.
Senti uma tristeza e finalmente percebi o porquê de não descer, sim o porquê…
É uma gata preta que sempre foi de uma personalidade muito grande, de uma agilidade tremenda, caiu de um 5º andar e sobreviveu à queda, mas … o pelo já não é preto nem brilhante, está com muitos brancos e castanhos, a agilidade já é pouca, a idade já é muita é mesmo muito “velhota” e está doente.
Assim pela primeira vez vi aquele felino hesitar num salto, por medo e por não conseguir ter o equilíbrio necessário, pela primeira vez vi aquele felino saltar e desequilibrar-se, pela primeira vez tive a noção que o “bicho” (é o nome dela porque nuca aceitou outro nome e só foi a este que sempre respondeu), opta faz bastante tempo por ficar na garagem do que andar na rua,
Apercebo-me então que não somos só nós que nos damos conta que a idade avança, os animais também e com ela tornam-se mais pacatos, calmos e caseiros tal como as pessoas.

Faço-lhe uma festas no pouco pelo que ainda vai tendo fica contente, levanto-me digo-lhe adeus olha para mim e segue-me com o olhar até sair da garagem e fechar a porta.

27 novembro 2006

..."jogar"...

Foto de: Autor desconhecido

Um ás de ouros cai sobre a mesa e as cartas que estavam sobre o quadrado aveludado verde sucumbiram perante tal, mais forte que ela, só o trunfo e esse só se pode usar quando é permitido. Tal nem sempre acontece, … dizem que se chama de sorte, outros dizem que é azar, o que é não sei.

Sei que engloba as duas coisas, sorte e azar e como tal coloca-nos num ponto em que nos temos de nos colocar em risco, e cada vez arriscar mais para atingir a meta que é ganhar. Se o acto de jogar vicia, pergunto-me será que compensa?

Podemos jogar de muitas e variadas formas, jogo de cartas, jogo de dados, jogo de ténis, e muitos outros, mas… podemos jogar um outro muito mais importante o" Jogo da Vida".
O "Jogo da Vida" de algum modo joga-se como as cartas, não sabemos o que vem, nem o dos outros, só sabemos o que vemos, temos de arriscar se queremos atingir algum fim, temos de saber jogar e prever as jogadas, na vida temos de saber arriscar no momento certo e se possível antecipar o que pode vir a acontecer num futuro que só por ser futuro nos é uma incógnita.

Assim se tenho de jogar, de arriscar e de me viciar prefiro que seja no jogo da vida.
Do "Jogo da Vida" retiro a essência para tudo o que é vital e importante, o amor, a família, os amigos, o trabalho e com ele posso ter a opção se quiser de fazer uma partida de um jogo de cartas, mas se o inverso acontece, não é o jogo da vida que vai surgir na opção do jogo das cartas mas sim o vício e o inicio da destruição de nós como pessoa.
Compensa talvez se soubermos fazer a escolha mais certa e que nos possa trazer bem-estar emocional, físico, amor, amigos e família… cabe a cada um de nós jogar, arriscar e escolher.

21 novembro 2006

... corrida debaixo de chuva ...

Foto de: nbs
A chuva bate com força, o chapéu-de-chuva revira-se, seguro, empurro contra o vento e tento controlar, o vento é forte a chuva também, a luta continua até que … ganhou e opto para segurança minha e dos que possam surgir fechar o chapéu-de-chuva.
A chuva então começa a cair-me em cima com toda a sua força, a roupa passa de seca a molhada num ápice, acelero o passo chego ao carro – o meu abrigo.
Encaminho-me então para o meu destino, alguns quilómetros pela frente, o tempo não ajudava muito…

A chuva continua, a confusão é enorme, pessoas por todo o lado, pelo meio capas e batinas surgem, garrafas de cerveja e copos de cerveja pelo ar e pelo chão, música em altos berros impera por todo o lado.

Ali não está quem procuro nem o carro que procuro, corro estrada fora, desço a avenida a correr tento não escorregar nem cair nem derrubar ninguém.
Vislumbro ao longe as cores, acelero a corrida, é o carro,
vejo-a – a minha irmã – sorri e fala-me nem a oiço bem a confusão é grande, mas rio e tento falar-lhe mas não conseguiu chegar.
Vejo o carro a avançar, o barulho continua ensurdecedor, deixo seguir, paro, olho novamente, sorrio viro-me e sigo na direcção oposta.
Procuro então um café – pois é nesse momento que dou conta do meu estado, a roupa encharcada, o cabelo escorrer água, eu estava gelada que a chuva soube desempenhar bem o papel dela – e é para ele que me dirijo.

Um dia como tantos outros de chuva, apenas se diferencia que tudo o que fiz voltaria a fazer e a correr debaixo da chuva toda que se fez sentir porque o que me levava lá era mais importante que a chuva que se fazia sentir e isso fez-me sentir bem e feliz.

18 novembro 2006

"Ella"


Foto de: um outro olhar


“Ella” caminhava ao longo da estrada.
Estrada essa deserta e vazia de carros e pessoas. O consumo e a sociedade tinham ficado para trás, o correr desenfreado, o pára e arranca também.
Tinha ouvido dizer que nesta altura do ano – Outono – as cores para aquele lado adquiriam variados tons e uma multiplicidade de cores, por isso sem saber o porquê nesse dia os seus passos encaminharam-se nessa direcção.
Não sabia o caminho, mas as pernas conduziam-na e a mente encaminhava-a, e nessa rua deserta de carros e pessoa enquanto caminhava começou a sentir-se com um peso.
Um peso que lentamente lhe tomava conta de todo o seu ser, começou a sentir que não conseguia alcançar o local
, fez um esforço e prosseguiu.
Chegada lá, parou e nesse momento as pernas fraquejaram e sentou-se no chão. Então sentada no chão e enquanto tentava que as forças tomassem contada de si olhou em redor.
Momentaneamente nada a seduziu, nada a cativou, nada prendeu o seu olhar, então tentou perceber porque falavam dos tons e cores daquele local, quando nada o diferencia em relação aos outros locais não era notório.
Estava nesta confusão de pensamentos quando inadvertidamente roda a cabeça e olha, ao olhar sentiu por instantes que o sol entrava por entres folhas, ramos, troncos, flores, pedras, rochas, o vento era suave e constante, estava admirada com o que lhe começou a surgir na frente dos olhos. Então lentamente os seus olhos prenderam-se numa folha, seca e velha que lentamente começou a rodopiar e a fazer uma “ dança” no ar no chão, enquanto fazia lentamente caminhava para o infinito, lentamente caminhava para o horizonte e para o perder de vista.
Zásss, perdeu-se a folha e deixou de a ver. De repente acordou como que de um sonho começou a sentir que se sentia viva, com energia e que todo o cansaço que a antes tomará conta dela se tinha dissipado.
Percebeu então que só vemos e encontramos o que procuramos se nos dispusermos a tal que para isso outras coisas ficam e perdem-se pelo caminho – boas e más – escolhas e opções que fazemos, mas que é no desconhecido e no que não sabemos que está o nosso rumo e o nosso seguir em frente, pois o acomodar só provoca desconforto e esse instala-se e o pensar começa a deixar de existir e nós deixamos de ser nós /pessoas e passamos a ser nós/”objectos”.
Levantou-se e saiu dali …
e uma música soou na sua cabeça “A gentle Soul” - Devendra Banhart

15 novembro 2006

...láska, die libe, amour, amore, love, الحب

Foto de: Wingware

الحب, uma palavra tão pequena uma palavra que apenas usa quatros letras do nosso alfabeto.
Então porque uma palavra de tão pequena envergadura consegue ir e chegar a locais onde nenhuma outra palavra consegue.

De alguma forma esta é uma palavra que se escreve no papel, mas é uma palavra que para ter o seu real significado requer muito das partes que estiverem envolvidas – dedicação, afeição, paixão – são apenas algumas. No fundo um dar contínuo e em que o receber às vezes não é na mesma proporção.
Passar do papel para o real a palavra Amor é onde está o maior problema e dificuldade.
No fundo todos a entendem e compreendem, mas no fundo a percentagem tende a mostrar que a disposição a abdicar de muitas coisa suas, de muito tempo seu em favor do outro é cada vez mais uma “miragem”.
Pergunto-me de quem é a culpa?
Minha talvez uma ínfima parte seja minha, digo mais no fundo a culpa é um pouco de cada um de nós que nos deixamos “levar na corrente” e vamos protelando o dar em favor do bem-estar do “Eu”. Outras formas opostas ao amor progridem e o amor esse cada vez tem mais dificuldade em vingar e estabelecer uma base firme de sobrevivência.
Então se todos o procuram, porque o afastam, quando ele se for usado do modo que ele pede talvez seja das armas mais fortes e poderosas.
الحب …

“Alguém ou alguma coisa ama este sítio. Ama cada centímetro deste chão de tal maneira que o defende e protege. É um amor profundo, enorme feroz. Como poderá começar aqui alguma coisa má?” In: Bons Augúrios – Neil Gaiman e Terry Pratchett...

12 novembro 2006

...capacidade...liderança...

Foto de: Marília Gomes

De alguma forma eu na minha vivência e convivência diária deparo-me com diversas situações que envolvem vários tipos de pessoas. Surgem assim várias hipóteses de reacção e actuação perante uma ou diversas – situações – podendo elas ser ou não iguais, parecidas ou diferentes.

Fui criança, adolescente hoje sou adulta fui crescendo, com o crescer o pensar vai amadurecendo e alterando/aperfeiçoando, melhor vai ficando com “bases”, “bases” essas cada vez mais consistentes, mais convincentes e fortes. Estas ”bases” de alguma forma, foram-me transmitidas desde o nascer chamo-lhe Princípios, outras com o crescer e em convívio com a sociedade alargaram a sua abertura e surgiram outras mais fortes, que me “obrigam” de algum modo a segui-las dentro de determinados parâmetros chamo-lhe Leis.

“Eles” e “elas” de algum modo servem para me servir se eu souber fazer uso delas, servir-me a mim e aqueles que me rodeiam, foi para isso que “eles” e “elas” surgiram para ajudar quando necessitamos e não provocar o inverso – caos e destruição.

Constato então que se o uso delas não for feito de modo correcto, ou melhor se o uso delas é ineficaz leva-me a depreender que quem está no poder de liderança não tem a capacidade correcta de o fazer, não sabe fazer ou não o deixam fazer, mas acima de tudo demonstra-me que a capacidade de liderança não é a melhor, isto é fraca ou ineficaz.
Podendo então eu tirar como resultado final que de algum modo deixa-se subjugar pelos seus subordinados, ou se deixa levar “pela onda” do que o circunda.

Então tenho de algum modo dar razão ao seguinte:
“Aqueles que são hábeis na guerra cultivam princípios e preservam leis. É deles que depende a vitória e a derrota.” In “A Arte da Guerra” Sun Tzu

07 novembro 2006

... um lápis ...

Foto de: um outro olhar
Uma folha de papel, um lápis …
Dentro dela o vazio, dentro dela nada, mas simultaneamente tudo, … sim tudo pois o vazio é algo tão vasto e complexo que tudo está lá contido, o pequeno, o grande, o curvo, o convexo, o ponto e a recta. Olho e não vejo, volto a olhar e volto a não ver, onde estão as minhas referências?
Busco não as vejo, porquê?
Volto a perguntar-me porquê?!
Pego no lápis, … o vazio continua
Num acto irreflectido a mão move-se lentamente e num ritmo que só ela conhece encontra a sua cadência. Então, lentamente do vazio vão saindo curvas, traços, rectas; lentamente do vazio começa a surgir algo; lentamente do vazio começa a surgir a harmonia; lentamente o vazio deixa de o ser e passa a ser “vida inactiva” mas de algum modo vida, pois antes o que não existia passou a existir.

De algum modo se “algo” existe não é obra do acaso, mas antes da harmonia e da junção de vários traços, várias curvas, vários carvões, várias cores, e se por acaso o acaso existe ou existiu foi com sapiência aproveitado, se por acaso o acaso surgiu uma mente aberta o momento soube aproveitar.

... Nada se vê se a tal não estivermos abertos, para tal é necessário jogar com traços, curvas, pontos e rectas pois só assim o final se conseguirá vislumbrar, “jogar” com um só desequilíbrio provocará, de outros necessitamos para o equilíbrio encontrar; e para a harmonia encontrar todos temos de usar.

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