Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

17 fevereiro 2007

O Sonho

Foto de: Carlos Rema


Passo a mão na cara, continuo absorvida em pensamentos. Pensamentos, esses, que me fazem abstrair e sair do mundo real que me rodeia.
Vou à torneira, coloco as mãos debaixo da água fria que corre e, deixo a água correr sobre as mãos até as sentir frias e geladas e num gesto quase maquinal passo as mãos nas têmporas, uma dor de cabeça começa a surgir.
Olho para o exterior através do vidro, como se este fosse uma lupa, tento perceber os olhares, os gestos, os passos que cada pessoa faz. Então algo em comum começo a encontrar, a rigidez dos rostos, a ausência de sorrisos e o passo acelerado ou quase de corrida são uma constante no vai e vêm constante que se passa no exterior.

O vento sopra com força, começa a assobiar e num momento em que o som foi mais elevado eu acordo. Olho em volta e tento perceber se foi real ou um sonho, dou conta então que foi um sonho. Instintivamente e num gesto rápido de cabeça olho pela janela vejo então que o vento sopra com força as árvores se encontram todas dobradas as pessoas vão no seu passo acelerado e quase de corrida encolhidas no meio dos casacos e cachecóis os rostos esses não os vejo estão longe, (longe da vista e longe do contacto das pessoas) … mas percebo pelo passo e atitude que não diferem muito do sonho que tive… a tristeza e solidão está a tomar conta do espaço das pessoas...

12 fevereiro 2007

Porque

… temos dias que nada apetece olhar e fazer do que é habitual e normal, hoje foi um desses dias…
Porque
a neve não serve só para esquiar, e porque voar não é só dos pássaros, algo que junta as duas actividades e resulta em algo que foge ao que é mais comum e normal…

Speed Riding Niviuk



07 fevereiro 2007

… o céu como limite, as nuvens como objectivo…

Nada fazia prever que o vento de repente alterava a sua trajectória as previsões nada diziam apenas o normal de um fim de tarde se apresentava pela frente.
Assim, como nos fins de tardes anteriores os preparativos começaram lentamente a surgir. Rapazes e raparigas calçam botas e carregam com os “sacos” às costas, escolhido o local retiram os “objectos” necessários do grande saco e preparam os “objectos” para a viagem que se aproxima, uns maiores outros menores, mas todos eles importantes e necessários.
Esta etapa está preparada, é arrumado o saco e começa o vestir de camisolas, calçar luvas, por frontais logo de seguida vem o ritual mais importante e cuidado, o colocar dos “objectos” nada pode ser descurado, tudo é olhado ao mais pequeno detalhe, a concentração torna-se maior pois nada pode falhar.
Olha-se em frente de lado olha-se para a manga o vento está constante é escolhido o momento, o corpo é atirado para a frente e uma corrida em que a velocidade o equilíbrio entre homem e objecto são essenciais e cruciais começa, os metros são escassos e … a sensação de vazio e falta de aderência surgem um leve toque nos comandos e o chão começa lentamente a afastar-se.

Nada fazia prever …
Que, nessa tarde tudo se iria precipitar e obrigar a manobras de emergência e a atitudes mais agressivas para se chegar à segurança do solo.
Assim, do não prever deu-se conta que as forças da natureza surgem quando menos se espera e por mais previsões actuais que possam existir nunca sabe o momento exacto da sua entrada ou o momento exacto da sua saída.

”O céu era a liberdade e a imponderabilidade. Um mundo transparente onde soprava o vento e corriam as nuvens.” In book “ A encomendação das almas” de João Aguiar

30 janeiro 2007

… Tic tac, Tic tac …


Foto de: Salvador Dali
“Os segundos iam-se tornar semanas, as semanas séculos, ao longo dos meses seguintes.”
In book – Um Natal Que Não Esquecemos - de Jacquelyn Mitchard

Tic tac, tic tac
Lentamente o relógio avança e com ele avança todo o meu ser e todas as minhas ideias,
Tic tac, tic tac
Mais uma volta no tempo ou um tempo sem volta?
Nem me apercebo do som que me rodeia, ou do que se passa à minha volta por momentos o tempo parou ou parece que parou

Tento sair da inércia, concentro-me e vejo figuras ao longe, personagens de um enredo no qual me tento concentrar, … bruxas (três), generais escoceses, vitórias e um regresso a casa. Ambição destemperada, forças malignas, assim se vai desenrolando a tragédia … e assim entro num estado de alerta e inércia, os dois rodando e tomando conta do tempo nas proporções necessárias.

Tic tac, tic tac
O tempo avança nem dou conta dos segundos que passaram, ou das horas que passaram.
O pano desceu, os actores terminaram a sua “viagem” por um mundo passado. Eu, de algum modo terminei a minha viagem pelo mundo passado, assim encaminho-me para a porta e um frio gélido toca-me na cara. Recorda-me que o tempo avançou, uma noite se avizinha e que tal como no passado o tempo continua a rodar, a rodar como um sem fim.
E… nós somos como actores que vamos actuando num teatro em que só vamos conhecendo o enredo à medida que ele se vai desenrolando, em que só vamos colocando as peças à medida que elas são pedidas e necessárias, em que nós vamos escrevendo a história e nem conta damos que de um segundo passou-se a semanas e meses e várias vidas passaram sem que nós pessoas tivéssemos dando a devida atenção a tal, porque estávamos sempre à espera do momento ideal ou da altura ideal.

Tic tac, tic tac …

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