Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

19 março 2006

Pequenos momentos de um dia intenso ...

Foto de: um outro olhar
Foto de : Graça - "Pedras Parideiras"









Foto de: Graça - altura mais 60mts

Temos dias em que tudo parece ser uma cadeia interligada de acontecimentos, bons e outros menos bons, mas que todos fazem parte de um conjunto que se nos apresenta apenas e só desse modo pudemos e conseguimos desfrutar.
Devem estar a estranhar, bom sábado 18 de Março foi um desses dias.
6 Horas da manhã, o despertador toca, pela janela vislumbro que lá fora ainda é noite, apetece-me ficar na cama, mas um dia diferente espera-me e a pensar nisso levanto-me.
Preparo e arranjo tudo o que era necessário, às 7 horas estou no local combinado. Saímos com destino a uma aldeia mais a norte, próxima de Arouca- Merujal. Mais de 100 kms tínhamos pela frente, mas nada nos quebrou o ritmo e por essa estrada fora seguimos.
Lindas paisagens surgiram, percursos em que a estrada era para o ruim também, sinalizações a faltarem ou simplesmente não existirem e só a boa vontade das pessoas às vezes ajudar, mesmo tendo um mapa na mão foi algo que aconteceu com uma certa frequência.
Assim numa das menos boas estradas em que circulávamos, uma linda aldeia nos surgiu, campos verdes a perder de vista, tratados, cuidados, as casas essas como que um voltar aos tempos passados, pedra todas elas, tudo bem cuidado e bem enquadrado na paisagem em que se encontrava, assim nos surgiu Manhouce. Como o nosso destino não era esse olhámos, apreciámos, mas tivémos de prosseguir o nosso caminho.
Depois de vários kms, por vários tipos de estradas, Merujal surgiu-nos num local em que a paisagem era deveras bonita, eram então por volta das 9:15 da manhã.
Parámos, a chuva continuava a cair, dirigimo-nos ao secretariado, levantar os "documentos" e pagar a respectiva inscrição.
10:30 Hora de saída do nosso PR15, assim era o percurso pedestre que íriamos ter pela frente, incrível a chuva parou quando a caminhada estav a iniciar-se.
Não vou escrever o percurso, não é essa a minha intenção, a chuva parou apenas por pouco tempo - os quais consegui tirar umas fotos - pois esta a chuva foi uma constante ao longo de todo o percurso. Foi lindo, com pequenos "acontecimentos" pelo meio um deles comigo na hora em que o almoço decorria num abrigo em plena Serra da Freita. A tal ponto o acontecimento foi que um dos amigos do meu grupo, traduziu a situação pela seguinte frase "temos de ter cuidado com o nosso bijou", ri-me como só podia, mas algo de carinhoso e amigo estava implícito nela pois a situação não estava fácil para mim - agora rio-me com gosto, mas custou-me na altura.
O facto de caminhar não me custa nem me faz "ir abaixo", agora o facto de caminhar algumas horas debaixo de chuva intensa, com vento e frio, talvez me afecte mais do que eu possa imaginar. Para não me alongar apenas digo que enregelei ao ponto de não conseguir abrir uma garrafa de água, as mãos não respondiam simplesmente, eu própria me sentia gelada e fria. Só realmente os meus amigos do grupo, me conseguiram dar a volta e quando já caminhávamos depois do almoço - a chuva lá parou por instantes - um deles se dirige a mim e me pergunta "tens frio na cabeça?" Ao qual eu respondo, "não as mãos é que ainda estão geladas", dei uns passos, alcançaram-me eram dois agora e... tiram-me o chapéu e enfiam-me pela cabeça um corta vento polar, voltam a colocar o chapéu, de notar que um corta vento polar já eu tinha no pescoço, e dizem "assim ficas melhor tens de ter a cabeça quente".
Tudo isto passou a caminhada terminou, da melhor maneira e com chuva a finalizar, como só podia.
Um banho quente nos esperava e uma febras assadas na mesa de convívio também. Terminado tudo isto, mas não o dia, mais uma longa viagem nos esperava pela frente, Guarda era a seguinte, chuva torrencial todo o caminho, mas mais forte do que ela era o concerto que nos fazia ir para lá.
Jorge Palma, excelente no palco, gostei bastante, mesmo estando num estado de cansaço tão grande que se tornava notório.
Assim e em jeito de terminar, apenas digo que tudo o que fiz no dia 18 faria exactamente o mesmo, as horas a que levantei. Com ou sem chuva, com frio ou sem frio, com vento ou sem vento. Todos os kms que percorri de carro mais de 4oo, todos os kms que fiz a pé 15 de mochila às costas. O concerto e as horas tardia do "terminus", provocaram o deitar no "vale dos lencóis" algo tardio.
Tudo isto compensou porque são estes pequenos momentos, estas pequenas alegrias, estes pequenos contratempos, estes pequenos "acontecimentos" que fazem parte da vida, qua acima de tudo nos fazem sentir vivos, e acima de tudo que nos fazem sentir que somos algo, ou alguém e é nos momentos mais fracos que nos damos conta que fazemos parte de uma grande "roda" e nessa "roda" apenas somos uma engrenagem perdida, e só se dá conta dela quando esta quebra ou avaria.
São os amigos/as pessoas fora e dentro da blogosfera que nos fazem seguir e ter um sentido nesta vida.
Desculpem o texto ser um pouco extenso, mas encurtar não consegui, senão perdia o sentido dele.
Nota: Nesta viagem de escrita, numa mesa de um bar, o nome não interessa R é a sua letra, várias músicas me acompanharam a viagem, quem serviu de terminus Dire Straits.

17 março 2006

No Horizonte...a Brisa


Foto de: Nca


Olho para o horizonte é a perder de vista, tão bela - a paisagem - como de longínquo tem.
O alcance da vista é irrelevante, pois de tal modo é longíquo que tudo se torna uma parte ínfima, mas importante no seu conjunto pois quando o dia tal propicia a vista não consegue abarcar todo o seu alcance.
Enquanto me perco a olhar para o horizonte e tentando descortinar quais as hipotéticas terras e serras que são, uma das vozes - pessoas - que por lá "circulavam" diz-me, "sabes que daqui consegues ver chegar a maresia"!
Eu incrédula olhei e disse, é impossível estamos tão longe do mar e com tanta serra pelo meio, que não é possível.
Volta-se , e diz-me mas olha que é...
A "voz" movimentou-se para outro lado, eu voltei a olhar para o "meu horizonte".
Agora além de olhar para o horizonte, olhava para a "estrada".
Sim, uma estrada toda "branca" a formar-se em direcção a Norte e um pouco para o lado de Espanha.
Brancas tão lindas, tão fofas, tão bem orientadas e organizadas, os cúmulos que se me apresentam Á minha vista e a perderem-se no espaço...
Oiço um ruído, viro-me era uma asa que o vento ao tocar de leve fez rxxrx... Um leve vento continua a soprar constante encosta acima, a manga mantém-se estável e com boa orientação.
Olho então e vejo que mais sacos - significa mais asas - se dirigem para a posição em frente à manga. Abrem, vários apetrechos saem de dentro deles, os seus donos então começam a fazer o seu "ritual", vestir fato, colocar vário, gps, capacete, estendem a asa, por fim prendem-se à asa, verificam se tudo está bem apertado, colocam as luvas.
De lado novamente olham para a manga, viram-se para a manga, escolhem o momento e ... com decisão e os mandos nas mãos puxam as bandas "A", a asa estremece e parece que ganha vida, concentram-se atiram o corpo para trás, a asa levanta, viram-se, a asa já está por cima da cabeça, dão dois passos em corrida no terceiro já os pés perderma o contacto com o chão.
Vejo-os afastarem-se da encosta à procura das nuvens, à procura do invisível - as térmicas - essas lufadas de ar que só as enrolando os fazem subir...subir até tocar nas nuvens.
De repente piiiipiiii olho para cima, pois é o ruído de um vário, uma asa com o seu piloto "brinca", no chão pára, descola, faz razias, oitos uma constante brincadeira quase colado ao chão, sobe, desce e num completo domínio da asa, continuou nesta brincadeira por um longo tempo, ao fim do qual fez top landing.
A asa tombou no chão, como um peso morto, puxou-a para si e fechou-a em cogumelo, por cima dela colocou a cadeira, tirou o capacete, tinha um olhar que transbordava felicidade e alegria.
Olhou e começou a arrumar as suas coisas, depois pegou no saco, colocou às costas e foi colocar o mesmo no carro.
Voltei a olhar para o horizonte a tarde estava a chegar ao fim, de repente olho com atenção e vejo ao longe um nevoeiro.
Comento olha nevoeiro, como pode ser! Alguém me responde não é nevoeiro é a brisa do mar que está a chegar dentro de alguns momentos tens a brisa aqui na descolagem.
Fiquei , parada olhei e aguardei pela chegada da brisa, chegou calma silenciosa, fresca, um arrepio correu-me no corpo, quase senti o cheiro do mar.
Nota: Desta vez nenhuma música me acompanhou, apenas me lembrava de um grande piloto e amigo que tive que voava mais parecia um passarinho.

15 março 2006

Caminho ao longo da estrada...


Foto de: Desconhecido

Caminho ao longo da estrada, levemente uma brisa se solta, o sol penetra lentamente na pele, começa-se a sentir o calor primaveril.
Suavemente ao caminhar apercebo-me, que com o calor uma leve poeira se solta, se levanta e desaparece no ar, se desfaz em mil partículas.
Mil partículas voam e deslizam para outras paragens, para outros lugares, para outros mundos.
Invisíveis aos meus olhos - mas sensíveis a eles, - sensíveis à minha pele, à minha transpiração, à minha respiração, vão-se moldando e transformando, adquirindo uma nova textura.
Começam por ser irritantes aos olhos, os primeiros a reclamarem do "ataque" tão repentino e súbito. Como resposta lacrimejam e levo a mão ao rosto, procurando o olho que foi afectado tento limpar, em vão... com tal atitude mais contribui para se alastrar e piorar.
O ar torna-se um pouco mais forte, coloco os óculos para proteger, respiro algo interfere no meu nariz, tento afastar e simultâneamente começo a tossir, passou!
Já me livrei desta - pensei.
Prossigo, e enquanto vou caminhando dou conta que o calor se vai intensificando, as mãos começam a transpirar as poeiras que pairam no ar, encontram um local bom para se instalar, quando me apercebo as mãos estão de uma cor ligeiramente diferente pois ao passar na roupa clara esta mudou de cor.
Nada me importa já, está calor e nada me faz sentir melhor que o calor, mesmo com estas poeiras pelo ar.
Sim é verdade andam poeiras pelo ar, mas anda vida pelo ar, anda alegria pelo ar, os pássaros cantam, as árvores "sorriem" como que a dizer "olá".
As roupas são mais leves, mais agradáveis o mesmo acontece com os sapatos.
Que bom já não preciso de correr quando saio do carro por causa do frio, para me abrigar.
Por isto e porque me sinto bem com poeiras - calor -, com o vento e porque só quando o calor surge e as terras ficam secas a poeira fica no ar, e ...sim existe um e... quando assenta, algo vai surgir ou desapercer. De que modo?
Surge de modo simples, ao cair a poeira fica uma fina camada por cima do que "quer que seja", assim o que "quer que seja" que passe deixa lá a sua marca, o seu rastro.
Desaparece do mesmo modo simples, a poeira ao cobrir o ou os objectos está a fazer desaparece-lo do campo e visão - algo novo surge.
Assim as partículas que formam a poeira, de algum modo transformam as coisas e as paisagens, grande parte delas são efémeras e de curta duração, outras existem que devido as circunstâncias e aos locais são de longa duração, mas com actualização no visual com grande frequência - desertos, ou locais de extensão bastante secos.
Assim partículas de um formato invível ao olho humano são transportadas pelo vento, tendo como ínicio uma simples estrada de alcatrão, viajam milhares de kms e não damos conta de tal.
Assim somos nós "pessoas" como uma partícula que de algum modo recebe tudo de todo o lado, capta de vários modos e várias informações em segundos, por isso e por termos a vantagem sobre a partícula que é o pensar e a capacidade de raciocínio, pudemos conduzir a "nossa viagem" e deixar a nossa "marca" de modo efémero ou agir como os desertos de modo duradouro e a pensar no futuro.
Cabe a nós fazer a escolha, o modo como queremos? o que queremos? pois até nisto pudemos optar. Façamos a escolha a pensar no futuro, não só de cada um, mas também um pouco no global.
Foi ao lêr o "Défice de Sol" no Lote5-1dto, que dessencadeou isto, eu preciso de sol para viver mais não só para viver para andar bem.

Pink Martini- Amado mio acompanharam-me ao longo da escrita deste texto, só podia ser algo com "cheiro" a calor

12 março 2006

"Ti Mimoso"

Foto de: Desconhecido

Pequenina sou, grande já fui, idade tenho...muita, já quase lhe perdi a conta - séc. XII.
No ar paira toda uma história, nas pedras desgastas e lisas do uso nota-se a "velhice" mas nota-se também o poder de grandes acontecimentos, de grandes feitos, grandes histórias, hoje esquecidos por entre poeiras, livros e pessoas.
Numa serra fico, do alto do meu castelo vejo toda uma região outrora desabitada ou quase, hoje com estradas e Ip´s, sinto-me perdida, pois quase se esquecem de mim, mas ao longe me avistam e perguntam por mim.
Desconhecidos chegam, admirados ficam com tão pequenina terra mas de uma rusticidade que se mantém ao longo dos seus tempos.
A água mantém-se a vir da serra e a ser "conduzida" e canalizada por canais numa encruzilhada que só os donos das suas terras sabem como fazer e quando fazer.
Nas pedras do castelo vejo o largo, a igreja e as pedras grandes no cimo da serra mais alta, de ondem asas se "soltam", pairam e passam sobre mim.
As gentes dessa terra , pesoas fantásticas como poucas existem.
Ao falar das gentes não posso esquecer o "chico" sabedor de histórias e figura conhecida, a Ti Helena e o Ti Mimoso.
Situado num pequenino largo, no meio de ruas defronte para a igreja aí fica o pequeno café, onde só a Ti Helena e o Ti Mimoso sempre prontos a nos servirem, sandes faziam a perder a conta a qualquer hora do dia - as melhores sandes comi - para não falar de pequenos pratos que só a Ti Helena fazia e me trazia com especial atenção para mim e a mais alguns, pois quase "filhos" para eles éramos.
Hoje não sei, faz tempo que não vou lá, tenho saudades do cheiro, das gentes, da terra do não existir tv à noite e só a conversa no largo ou nas pedras ser o convívio são e de conhecimento entre as pessoas que por lá passavam, pois a hora de fecho do café era relativamente cedo.
Não sei porque tive necessidade de falar e escrever sobre isto, talvez porque o Ti Mimoso já não se encontra entre nós faz um tempo e lembrei-me de tudo o que fez por mim e por muitos outros que lá passaram, desconhecidos e que de braços abertos nos receberam e com carinho nos trataram.
O tempo passa mas as memórias e lembranças, essas não passam e ficam, fazem parte de nós como pessoas, fazem parte da história de cada um.
Por isso Ti Mimoso, não faz só parte da história de centenas de "voadores" que por lá passaram, Ti Mimoso faz parte da história de uma pequenina terra da qual ele ajudou a crescer e da qual sem se aperceber ajudou que a mesma fosse conhecida e transportada para todo um vasto mundo social e de comunicação.
Hoje apenas deixo o retrato de um homem robusto mas grande como pessoa e da sua aldeia típica perdida na serra, e o respeito e gratidão pela pessoa que ele era.
Existem aqueles que passam uma vida, nada fazem e não são reconhecidos, outros existem que fazem e de maneiras tão suaves e súbtis, deixam reconhecimento, memórias e lembranças que o tempo não apaga, pelo meu lado não deixo apagar.


Para escrever este texto só Therion - "birth of illegitima"

Seguidores

 
Mundo do fim do Mundo. Design by Wpthemedesigner. Converted To Blogger Template By Anshul Tested by Blogger Templates.