Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

18 fevereiro 2006

Como um rio - "Gotícula de água"

Foto de: Desconhecido

No dia em que nascemos, não sabíamos e nem imaginávamos no mundo "louco" em que íamos entrar.
Decerto se o soubéssemos e tivéssemos hipótese de escolha provávelmente muitos estariam num outro "mundo" que não este agora.
Assim e porque não tivémos opções de escolha, mas sim uma "imposição", aqui nos encontramos agora.
Nesta "imposição" que nos colocarm cada um por si faça com que a sua "passagem" por aqui não se desenquadre do propósito que foi a nossa vinda, isto é um desabrochar, um descobrir, um colocar de questões.
O que quero dizer com tudo isto, simplesmente nós somos como um rio tem um ponto de origem que é a nascente, este - rio - sabe que ao nascer o seu "fim" caminho é correr para o mar, não sabe é qual o caminho que apanhar e como apanhar e destes aquele que mais lhe convém.
Ao iniciar a sua "corrida" é um rio sem história, sem saber, sem conhecimento à medida que vai correndo, o seu saber vai aumentando, o seu conhecimento também, então transforma-se num forte e grande rio capaz de sustentar barragens, cidades, aldeias.
Com o aumento do seu saber e do seu conhecimento, também se vai tornando mais "matreiro", mais "traquinas", mais "irreverente", mais "teimoso", tanto nos surgem rápidos, como estamos em águas calmas, então à que saber lidar com ele aprender é então necessário, aprender é a palavra de ordem.
Chegando ao seu fim, à sua meta à sua realização no fundo à concretização do seu desejo, encontra-se com o mar, no qual se vai fundir e materializar num só.
Deixando de ser rio e água bebível e necessária à nossa sobrevivência e tornando-se num vasto e imenso oceano salgado mas cheio de vida, impróprio para a nossa sobrevivência - como água potável - cheio de tempestades, em que o perigo espreita a cada instante, em que é preciso saber e ter conhecimentos próprios - saber só não chega - e de estudos para sobreviver - saber e conhecimentos específicos.
Cada um deles encerra uma beleza muito própria, cada um deles necessita do outro para viver, cada um deles não conseguia encara o dia seguinte se um deles se desse por terminado, cada um deles necessita um do outro para fazerem o seu ciclo e assim responder às necessidades da sobrevivência deste planeta.
Assim e só mesmo os dois trabalhando em conjunto conseguem chegar ao culminar, que é o ciclo da vida de uma "gotícula de água"
Significa isto que tudo começou numa só gotícula e terminou numa só gotícula.
Se olharmos ao contexto do homem como ser humano e pensante verifico que o mesmo se aplica a nós homens.
Fica então para reflexão:
"São a mesma coisa o vivo e o morto, o desperto e o que dorme, o jovem e o velho: estes dois mudando transformam-se naqueles e aqueles voltam a ser estes." Heraclito
Nota: A imagem apresentada é Moledo - Foz do rio Minho.

16 fevereiro 2006

Ilusão ou Real?

Foto: Leonardo da Vinci Auto-retrato (O velho e o burro)

Existe a realidade e a ilusão, andam juntas e lado a lado, o que nós vemos e olhamos, o que nós damos como certo e correcto casos existem que não o são.
Assim, até que ponto nós vemos o que realmente é?
Até que ponto nós podemos afirmar com convicção, o que é verdadeiro do que é falso, o que é ilusório do que é real?
Somos constantemente bombardeados com todo o tipo de informação, de imagens, de jornais, os media não nos deixam descansar os sentidos, fazem com que estejam sempre alerta.
Deste modo, surgem situações que nos podem induzir em erro ou ilusão, assim quando olhamos e vemos algo será mesmo isso que estamos a ver? Ou será algo que derivado a situações de óptica para os quais o nosso cérebro é desviado e não se apercebe - nós muito menos, somos transportados e levados a ver aquilo que é como dado adquirido e de facto não é.
Com isto, quero chegar ao ponto que devo olhar, analisar. Pensar se aquilo que vi era mesmo algo correcto e fiável de acordo com todos os factores que o rodeavam, ou se era algo que o meu cérebro me induziu e levou a ver.
Existindo a hipótese de olhar e ver uma segunda ou terceira vez, talvez seja a atitude mais correcta, mas casos existem em que não se pode usar destas hipóteses.
Assim quando olho, vejo e capto, devo concentrar e analisar de modo correcto a minha visão para aquilo que quero ver, então olho com "olhos de ver"- aqueles olhos que me levam a ver o que o meu cérebro às vezes não me deixa ou não quer que eu veja, então aí sim tiro as minhas conclusões.
Então posso questionar-me:
Até que ponto eu posso ou devo acreditar em tudo o que vejo?
Até que ponto eu posso ou devo acreditar em tudo o que oiço?
Até que ponto tudo eu posso ou devo acreditar em tudo o que leio?
Cabe a mim ter coerência e capacidade de análise, acima de tudo saber distinguir o que é real do que é ilusório, do que é verdadeiro ou do que me querem impingir como tal.
Como?
Cada um a seu modo sabe como fazer, mas todos sabemos que só estando atentos, alertas e com a visão bem focada, conseguimos discernir o que é, daquilo que não é, e mesmo assim, às vezes não é bem o que queríamos ou víamos.
As dúvidas essas existem e sempre existiram, só o facto de sermos seres com a capacidade de pensar no que é real ou ilusório, nos dá a capacidade de por em dúvida e em questão, se aquilo que eu vejo agora é o que vejo daqui a uns minutos.
Nota : referi-me com maior incidência à visão, mas o mesmo se pode aplicar à audição, ao tacto, ao gosto, ao cheiro.

13 fevereiro 2006

"Pequenos Rituais"

Desenho de: Desconhecido

Foi ao ler dois Blogs Mal(me)quer-Sen (ti) R e My Dreams-Os meus (teus) olhos... que "provocaram esta pequena convulsão".
Toca o despertador, indicia o início de um novo dia, faço todos os pequenos gestos habituais da manhã, parar o despertador, ver as horas, ligar o rádio, oiço as notícias, abro a janela aprecio a manhã, sinto o cheiro, mais tarde ao beber o leite com chocolate aprecio o sabor.
Tudo pequenos gestos que de tão comuns que são, nem nos apercebemos da sua importância nem da sua força que nos transmitem aos fazermos este "Pequenos Rituais".
"Pequenos Rituais" estes, mas de extrema importância, senão vejamos, ao ouvir o despertador uso a audição, ao parar o despertador uso o tacto, ao abri a janela capto o exterior uso a visão, simultânemamente com o abrir da janela vem o aroma da manhã uso o olfacto, quando aprecio e bebo o meu leite com chocolate uso o paladar.
Imaginemos agora que por alguma razão um destes sentidos falhava.
Que sentíamos nós?
De que modo passávamos a sentir?
Como ultrapassávamos tal?
Que sentido teríamos se uma delas ou mais falhassem?
Eu pessoalmente não sei nem imagino, sei que iria decerto sentir e passar a ver o mundo de uma forma bastante diferente, de uma forma que eu sei que existe mas que não sei como é, pois é um mundo totalmente estranho para mim.
Sei também que se algum deles falhas-se eu voltaria a ser criança, teria de reaprender e repensar tudo.
Algo bastante difícil e complexo para quem já é adulto.
Algo mais difícil ainda quando se tem necessidade, se é obrigado a voltar aos tempos passados, aos tempos em que era criança.
Aqui com a diferença que nessa altura brincava, saltava, era feliz e tinha esperança, e agora o que resta?
Fica a dúvida.
Nós vivemos a vida cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia mas quando somos surpreendidos por algo que afecta o nosso normal, aquele que nem damos valor de ser tão usual, tudo à nossa volta se desmorona.
Penso que amanhã quando voltar a tocar o despertador e fizer todos os meus "Pequenos Rituais", lhes irei dar outro valor, outra dimensão e decerto farei com maior alegria e melhor boa disposição.
Um bom acordar é o que desejo e o que espero ter.

11 fevereiro 2006

8 Mile

Foto de: 8-mile

Estamos no ano de 1995, numa cidade densamente populacional, somos transportados para um bairro daqueles emq ue se pensa duas vezes antes de se lá entrar. Notam-se problemas raciais.
Assim vamos conhecendo uma Detroit algo "negra", algo malévola a nível de ambiente a "nível de mundos" e de "sub-mundos".
Aqui entramos no mundo da noite, e no "sub-mundo" da m´suica, neste caso da música Rap.
A história irá centrar-se num grupo de jovens amigos entre si, em que todos têm em comum o gosto pela música e pelo Rap.. Entre eles "Rabbit" quer ir mais além.
Porquê o "Rabbit"?
O "Rabbit" além de tentar sobreviver tenta encontrar o "topo", isto é o reconhecimento pela sua arte.
A razão de ser ele o importante?
"Rabbit" irá demonstrar ao longo do enredo que não é necessário ser da mesma raça, para se cantar Rap, não é necessário ser da mesma raça para se conseguir fazer rimas e poemas de certo modo algo "instantâneos" para assim responder ao adversário, quando o meomento e a altura chega.
Deste modo "Rabbit" vai quebrar barreiras raciais, demonstrar que todos podem cantar e fazer rimas, que acima de tudo é preciso gostar, lutar, ter a coragem de enfrentar o desconhecido e aqueles que não o aceitam.
Mostra-nos que para além da coragem necessária para seguir em frente da coragem que é necessária quando as forças nos abatem e queremos desistir, um amigo nos dá a força necessária e o estímulo de seguir em frente.
"Rabbit" para além de ser um filme que trata de música Rap, tenho de lhe dar os devidos créditos quando me mostar que no meio daquela música algo "barulhenta e de certo modo desordeira" conseguem existir pessoas que tem uma capacidade excepcional em conseguir fazer rimas e através delas mostar e contar o que se passa em redor e no mundo em que estão inseridos.
Para além disto mostra que não é por sermos conhecidos que não somos notados, é preciso ter qualidade de algum modo ser diferente e fugir ao "vulgar e normal".
Assim "Rabbit" é algo muito actual e nada desactualizado, mais do que nunca hoje temos de ter a capacidade de fugir ao convencional e nomal, ao que é ditado por normas e leis muitas delas algo incoerentes e disparatadas e deste modo saber ver que é de bom e mau, pois só assim se consegue atingir aquilo a que nos propusemos desde o ínicio- o topo/reconhecimento.
"Rabbit" é tudo aquilo que nós somos- cidadão comum- e desejamos atingir- reconhecimento por aquilo que fazemos.

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