Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

22 janeiro 2006

Hoje, onde está a "nossa criança" em nós?

Foto de: Desconhecido

Sento-me, olho em redor, busco algo não sei bem o quê.
Há dias em que nos sentimos vazios de conteúdo, vazios de ideias, quando tal acontece devemos tentar interferir com esse torpor e romper com essa barreira.
Será fácil?
Talvez sim, talvez não tudo depende daquilo que eu possa ou não "usar" para, interromper esse torpor.
Um dos métodos, usar a mente e induzir à mesma que vou racicionar, me vou movimentar, vou sair do torpor que me comprime e entrelaça e me deixa de mãos atadas.
Outro método, música ou um filme, coisas que me fazem transportar e levar até outras "paragens" e nos elevam o espírito de modo a que ele fique preparado a receber outras informações.
Assim trsnportei-me através do tempo e do espaço, e vi-me criança , brinco e corro no jardim, trepo ás árvores, faço corridas de triciclo.
Porque me fui lembrar do triciclo?!
Não sei, talvez porque fosse o meu amigo e aquele que me levava a todo o lado, aquele em quem confiava e ganhava todas as corridas da rua.
De algum modo todos temos alguém ou algo que nos faz confiar e acreditar, e nos diz que podemos e sabemos transpor os nossos receios e os nossos medos.
À medida que o tempo avança novos modelos e modos usamos, mas em todos existe em comum a nossa pessoa, a nossa identidade, os nossos pensamentos, o nosso modo de ser.
Na sociedade em que actualmente estamos inseridos, em que o exterior se sobrepõem a tudo aquilo em que acreditamos, é necessário muitas vezes ter aquela fé de criança para manter o mais possível , o comum da nossa pessoa em criança com a da pessoa que somos hoje e iremos ser amanhã.
Por isso o tempo passa, nós vamos mudando exteriormente algo que é natural e normal com o passar dos anos.
Mas e o interior? Sim o interior, esse alterou, ou modificou?
De certo modo sim, tudo aquilo que se foi tornando menos importante será colocado em segundo plano.
Será então isto que nós em crianças ansiámos? Será que nos transformámos nas pessoas que em "miúdos", pensámos que iríamos ser?
De certo modo em alguns casos será sim, outros nem por isso, outros estará bem longe disso.
De algum modo penso que aqueles de nós que mais perderam "o fio condutor" com a sua infância, são aqueles que mais se distanciaram da mesma.
Será mesmo isso?
Respostas certas não têm, nem eu tenho, nem é isso que tento fazer, compreender é apenas o que tento de algum modo fazer.
Deste modo um brinquedo que usei em criança e tantas alegrias me trouxe na altura, faz-me ver que de algum modo não perdi o meu"fio condutor" com a minha infãncia, antes sim "limei" arestas e progredi.
Fez-me ver que não me transformei em nenhuma pessoa que era o oposto do que eu queria.
Dei conta que ontem, hoje e amanhã andarei sempre numa busca incessante.
Dei conta que os sonhos que temos em crianças não os devemos de algum modo esquecer e sim lutar sempre por eles, acima de tudo lembrando que o acreditar de criança é esse que nunca devemos esquecer e se possível nunca perder.
Hoje pergunto onde está a "nossa criança" em nós?
Por mim, penso e deduzo que sei onde se encontra, será que todos podem dizer o mesmo?
Pedro Barroso e" Anúncio Confidencial" foram os meus acompanhantes ao logo desta "pequena viagem".

19 janeiro 2006

Sengo

Foto de: Nosso Moçambique

Uma praia deserta, selvagem, areia a perder de vista, mar, ondas, ...bancos de lama, vários a perder de vista, coachar intenso, entradas de água do rio e peixes sapos, muitos, ...toco neles, incham.
Pequenos detalhes, pequenas relíquias, de uma praia selvagem, esquecida a milhares de kms, lugar único de uma beleza incrível.
Aventuras, também, muitas, só o acesso a ese local se tornava restrito pelo seu "caminho", não posso chamar caminho, mais seria um trilho se é que conseguia ter essa palavra, rios, pontes de madeira (com o rio um pouco mais cheio a água passava por cima), vários pântanos, um autêntico "labirinto" e uma façanha para se lá chegar.
Requeria boa condução, nunca se ficou na margem por a ponte estar obstruída, ou com a água a passar por cima, Land Rovers e Bocas de sapo, alguns dos veículos que lá passaram.
Conhecimento profundo do terreno, pois um passo em falso, e não se saía do "labirinto", tudo isto em vários kms, não recordo a distância, era longe.
Assim era o percurso de acesso à praia selvagem.
Lá apenas existe o lado selvagem a nível de praias e de tudo o resto, e só mais tarde surgiu um pequeno complexo turístico, mas algo muito simples, mas bonito.
Nessas praias corri muito, espetei ouriços nos calcanhares, um dia uma tempestade levantou-se de repente, brincava na areia com uma bola, era como alfinetes a espetarem-se nas pernas, eu corria atrás da bola, a minha mãe aflita já não chamava por mim berrava, pois com a areia pelo ar, não se via nada, deu comigo.
Tapou-nos com uma manta, eu fiquei triste queria a bola!
Não tinha consciência do que se passava e do que se aproximava.
Virado para o Indico o sengo, tão pequeno, tão agreste, mas tão puro.
Sim tão tudo, pois nele está concentrado tudo o que de mais selvagem, mais puro, mais belo, melhor existe, num país, nele também emana toda a energia que só um paìs naquele continete consegue ter. Nele também está concentrado todos os grandes problemas, querras e misérias que agora atravessam.
Hoje, volvidos muitos anos, recordo com uma imensa saudade esse meu pequeno paraíso, essas culturas diferentes, essas vivências, acima de tudo que não havia pressa e se vivia cada dia com uma energia e felicidade como nunca vi.
Talvez por isso hoje, ainda tenha mais tristeza do que se passa por lá.
Porquê? Sei que tem riqueza para terem tudo o que querem, talvez por isso eles sejam tão cobiçados e devido a essa cobiça exacerbada surjam grandes problemas económicos e finaceiros.
è algo irónico, mas os mais pobres a nível económico e financeiro, são aqueles que tem das melhores condições para tudose lá criar, sim tudo e imagibem o que quiserem.
Todas as convulsões e ganâncias económicas, lentamente estão a destruir estes pequenos paraísos de vários modos, espero que não os consigam destruir de vez.
Africa, teve , tem e terá sempre uma aura e um lado místico e muito próprio dela, pois só lá se tem a verdadeira dimensão de várias coisas nesta vida e neste mundo.
Só ela consegue rivalizar com várias atitudes e comportamentos que se adoptam, nas culturas europeias, americanas e outras, pois lá todos tomam consciência do que é a verdadeira dimensão da vida e do viver.
Quem passa ou passou por lá algo tráz ou trouxe de lá e algo de si lá fica, pois é este um dos grandes encantamentos de Africa.
Fotos do Sengo não tenho comigo, na net não encontro, por isso desculpem-me a que coloquei, foi o que de algum modo se conseguiu aproximar, mas apenas isso conseguiu.



18 janeiro 2006

Cidade de Deus

Foto de: Adoro Cinema

Estou na sala, olho distraída para a tv nem sei que filme é, nem ele me chama a atenção, faço zapping, de repente páro num canal, continuo sem saber o filme, mas no momento em que ia a fazer o zapping, uma frase nas legendas surgiu: "tu tens as respostas, eu faço as perguntas".
Li e parei por instantes, ao olhar para estas palavras, o meu pensamento começou a movimentar-se e não no sentido do filme, o seu enredo não sabia, nem tão pouco o que tratava, mas no sentido de que cada um de nós tem em si as respostas guardadas.
Num recôndito espaço interior, que sabemos talvez exista, mas fazemos por não saber ou a "chave certa" muitas vezes não é encontrada, mantém-se de algum modo inacessível.
Desse modo erguemos "barreiras inacessíveis" aos olhos comuns, visíveis apenas a quem se "isola" ou afasta a sua conduta de vida dos parâmetros ditados como regra.
Fazer as perguntas correctas a nós mesmos e procurar as respostas cabe a nós.
Assim e com este pensamento, um outro enredo me surgiu na mente, uma favela final dos anos 60 e que vai até anos 80. Essa mesma favela surge com um intuito bom no ínicio, irá derivar de modo gradual e cada vez mais feroz, à medida que o "mundo" que existe à sua volta se vai esquecendo dela, com isso outros mundos entram (drogas, armas) e assim se vai dando ínicio, a uma das piores favelas brasileiras, em que sobreviver é a palavra de ordem custe o que custar, e seja de que modo for.
No meio disto, existe um grupo de amigos desde crianças e que vão crescendo juntos, cada um com os seus ideais, pensamentos e atitudes de vidas.
Deste grupo existe um que se ditingue dos demais. Como? A fotografia era o que gostava. O que queria? Sair daquele mundo. Como? só ele sabia que com a atitude correcta talvez conseguisse escapar à corrente que o puxava cada vez mais para o "inferno" em que se encontrava , e desse modo, isto levava-o a ir procurar mais longe e tentar outras atitudes diferentes, das que o seu "inferno" tinha.
Assim e com este pensamento que o seguia, ele vai conseguir sair, daquele seu "inferno" quando a oportunidade lhe surge e se lhe apresenta de modo inesperado e de uma maneira que nem ele próprio contava.
Cidade de Deus, é assim o nome da favela, com ela aprendi que realmente, nada é coerente e justo, mas que todos temos a nossa oportunidade, todos nós experimentamos a sensação de escolha, todos nós nos defrontamos com realidades cruéis e duras (umas mais que outras), mas é isto que nos espera quando vamos de encontro ao mundo, e em luta do que ansiamos.
Deste modo consegue ser um grito de esperança, pois mesmo quando tudo está um caos e a desfazer-se, uma "flor de esperança" surge. Mas ainda, há sempre um "alguém" que surge para dar a mão a essa mesma "flor de esperança", há sempre um alguém que acredita nessa "flor de esperança".
Assim cm uma simples frase "tu tens as respostas, eu faço as perguntas" se chega a um caminho de esperança, nada mais simples do que cada um de nós responder, quando nos fazem ou colocam a pergunta.

17 janeiro 2006

Parisienne Walkways

Foto de: Desconhecido

Parisienne Walkways, ....ao ouvir os primeiros acordes da guitarra, faço uma viagem no tempo, retrocedo alguns anos, 15 anos para ser mais precisa.
Oiço o barulho das pessoas, vozes desconhecidas, sons diferentes melodias de tom desconhecidas e que o ouvido ainda não se habituou, pois o modo de falar e sotaque são diferentes, sons de locomotivas a parar, uma grande agitação, páro, olho em volta...Paris Austerlitz.
À medida que vai tocando (a música), vou lembrando pequenos pormenores, a espera nas informações (horário do Sud - express direccção Irun - Portugal), depois uma grande visita pela cidade pois tinha muito que esperar até o comboio partir.
Bastilha, notre-Dame, George Pompideu alguns dos locais que me lembrei, e não posso esquecer o rio, sim o longo passeio que fiz ao longo do Sena.
Com o longo passeio, algo não posso mesmo esquecer, a chuva que apanhei e que fiquei toda molhada e com o frio que estva brrr, lá me consegui secar e mudar. Já era o fim da tarde optei ir ver um museu de Hisória Natural, próximo da estação.
A noite começa a entrar, vários grupos de jovens se juntam, estou sózinha, como tal mantenho-me calmamente sentada a descansar e a beber água, um rapaz sentou-se próximo falou comigo, conversámos um pouco, ia para Marrocos era alemão, fomos a um café beber algo quente e lá ficámos até o café fechar, voltámos para a estação.
Fazia frio !
Uns dormiam em sacos camas, outros jogavam cartas, outros simplesmente falavam, encostei-me e tentei descansar um pouco até a estação abrir e ser hora de apanhar o comboio.
Finalmente abriu (a estação), eram 3 horas da manhã quando entrei e optei por continuar no meu "descanso", não foi muito pois passado um pouco começou o bulício, primeiro ligeiro e lentamente começou a ser mais intenso (tal como a música tem sido até aqui).
6 horas da manhã, anunciaram o meu comboio no placard, momentos mais tarde dirijo-me para a linha. Trinta minutos depois estava no meu local sentada.
De repente!!
Grande azáfama no exterior!! Confusão e oiço português, imigrantes que vão de férias para Portugal !
A música está a chegar ao fim (de notar que é a segunda vez que está a tocar), não sem antes ter gostado de lembrar este pequeno momento de uma férias à muito passadas e de um Inter-Rail feito com uns pais com o coração aos saltos que ficaram por terras lusas, não esquecendo as alegrias, bons momentos, chuvas, frio e uma mochila tão pesada que o pai se viu aflito!
Assim uma simples música nos faz transportar no tempo e no espaço, recordar e acima de tudo lembrar que a vida continua a ser bonita, mesmo passado tempo, Julho de 1991, mais nos ensina que não tem tempo, nem paragem, mas sim instantes e momentos.
Do que passou fica a lembrança de um dia ter estado e vivido, do que está tento viver e saborear ao máximo, do futuro não sei, apenas que adoro viver e que a música é algo que me acompanha sempre (quanto mais não seja em memória), e por isso...Parisienne Walkways me faz transportar até Paris sem nunca no entanto a ter ouvida nesse meu inter-rail!!
Obrigada Gary Moore por este passeio ao meu, "passado recente".


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