Destaque_ Filme_Avatar

Filme: Avatar Director: James Cameron Estreia em portugal: 17-12-2009 Género: Acção/Aventura/Ficção Científica Estúdio: 20th Century Fox Website: www.avatarmovie.com Entre os actores principais: Sigourney Weaver Michelle Rodriguez Filme em 3D que marca o regresso de James Cameron.

18 janeiro 2006

Cidade de Deus

Foto de: Adoro Cinema

Estou na sala, olho distraída para a tv nem sei que filme é, nem ele me chama a atenção, faço zapping, de repente páro num canal, continuo sem saber o filme, mas no momento em que ia a fazer o zapping, uma frase nas legendas surgiu: "tu tens as respostas, eu faço as perguntas".
Li e parei por instantes, ao olhar para estas palavras, o meu pensamento começou a movimentar-se e não no sentido do filme, o seu enredo não sabia, nem tão pouco o que tratava, mas no sentido de que cada um de nós tem em si as respostas guardadas.
Num recôndito espaço interior, que sabemos talvez exista, mas fazemos por não saber ou a "chave certa" muitas vezes não é encontrada, mantém-se de algum modo inacessível.
Desse modo erguemos "barreiras inacessíveis" aos olhos comuns, visíveis apenas a quem se "isola" ou afasta a sua conduta de vida dos parâmetros ditados como regra.
Fazer as perguntas correctas a nós mesmos e procurar as respostas cabe a nós.
Assim e com este pensamento, um outro enredo me surgiu na mente, uma favela final dos anos 60 e que vai até anos 80. Essa mesma favela surge com um intuito bom no ínicio, irá derivar de modo gradual e cada vez mais feroz, à medida que o "mundo" que existe à sua volta se vai esquecendo dela, com isso outros mundos entram (drogas, armas) e assim se vai dando ínicio, a uma das piores favelas brasileiras, em que sobreviver é a palavra de ordem custe o que custar, e seja de que modo for.
No meio disto, existe um grupo de amigos desde crianças e que vão crescendo juntos, cada um com os seus ideais, pensamentos e atitudes de vidas.
Deste grupo existe um que se ditingue dos demais. Como? A fotografia era o que gostava. O que queria? Sair daquele mundo. Como? só ele sabia que com a atitude correcta talvez conseguisse escapar à corrente que o puxava cada vez mais para o "inferno" em que se encontrava , e desse modo, isto levava-o a ir procurar mais longe e tentar outras atitudes diferentes, das que o seu "inferno" tinha.
Assim e com este pensamento que o seguia, ele vai conseguir sair, daquele seu "inferno" quando a oportunidade lhe surge e se lhe apresenta de modo inesperado e de uma maneira que nem ele próprio contava.
Cidade de Deus, é assim o nome da favela, com ela aprendi que realmente, nada é coerente e justo, mas que todos temos a nossa oportunidade, todos nós experimentamos a sensação de escolha, todos nós nos defrontamos com realidades cruéis e duras (umas mais que outras), mas é isto que nos espera quando vamos de encontro ao mundo, e em luta do que ansiamos.
Deste modo consegue ser um grito de esperança, pois mesmo quando tudo está um caos e a desfazer-se, uma "flor de esperança" surge. Mas ainda, há sempre um "alguém" que surge para dar a mão a essa mesma "flor de esperança", há sempre um alguém que acredita nessa "flor de esperança".
Assim cm uma simples frase "tu tens as respostas, eu faço as perguntas" se chega a um caminho de esperança, nada mais simples do que cada um de nós responder, quando nos fazem ou colocam a pergunta.

17 janeiro 2006

Parisienne Walkways

Foto de: Desconhecido

Parisienne Walkways, ....ao ouvir os primeiros acordes da guitarra, faço uma viagem no tempo, retrocedo alguns anos, 15 anos para ser mais precisa.
Oiço o barulho das pessoas, vozes desconhecidas, sons diferentes melodias de tom desconhecidas e que o ouvido ainda não se habituou, pois o modo de falar e sotaque são diferentes, sons de locomotivas a parar, uma grande agitação, páro, olho em volta...Paris Austerlitz.
À medida que vai tocando (a música), vou lembrando pequenos pormenores, a espera nas informações (horário do Sud - express direccção Irun - Portugal), depois uma grande visita pela cidade pois tinha muito que esperar até o comboio partir.
Bastilha, notre-Dame, George Pompideu alguns dos locais que me lembrei, e não posso esquecer o rio, sim o longo passeio que fiz ao longo do Sena.
Com o longo passeio, algo não posso mesmo esquecer, a chuva que apanhei e que fiquei toda molhada e com o frio que estva brrr, lá me consegui secar e mudar. Já era o fim da tarde optei ir ver um museu de Hisória Natural, próximo da estação.
A noite começa a entrar, vários grupos de jovens se juntam, estou sózinha, como tal mantenho-me calmamente sentada a descansar e a beber água, um rapaz sentou-se próximo falou comigo, conversámos um pouco, ia para Marrocos era alemão, fomos a um café beber algo quente e lá ficámos até o café fechar, voltámos para a estação.
Fazia frio !
Uns dormiam em sacos camas, outros jogavam cartas, outros simplesmente falavam, encostei-me e tentei descansar um pouco até a estação abrir e ser hora de apanhar o comboio.
Finalmente abriu (a estação), eram 3 horas da manhã quando entrei e optei por continuar no meu "descanso", não foi muito pois passado um pouco começou o bulício, primeiro ligeiro e lentamente começou a ser mais intenso (tal como a música tem sido até aqui).
6 horas da manhã, anunciaram o meu comboio no placard, momentos mais tarde dirijo-me para a linha. Trinta minutos depois estava no meu local sentada.
De repente!!
Grande azáfama no exterior!! Confusão e oiço português, imigrantes que vão de férias para Portugal !
A música está a chegar ao fim (de notar que é a segunda vez que está a tocar), não sem antes ter gostado de lembrar este pequeno momento de uma férias à muito passadas e de um Inter-Rail feito com uns pais com o coração aos saltos que ficaram por terras lusas, não esquecendo as alegrias, bons momentos, chuvas, frio e uma mochila tão pesada que o pai se viu aflito!
Assim uma simples música nos faz transportar no tempo e no espaço, recordar e acima de tudo lembrar que a vida continua a ser bonita, mesmo passado tempo, Julho de 1991, mais nos ensina que não tem tempo, nem paragem, mas sim instantes e momentos.
Do que passou fica a lembrança de um dia ter estado e vivido, do que está tento viver e saborear ao máximo, do futuro não sei, apenas que adoro viver e que a música é algo que me acompanha sempre (quanto mais não seja em memória), e por isso...Parisienne Walkways me faz transportar até Paris sem nunca no entanto a ter ouvida nesse meu inter-rail!!
Obrigada Gary Moore por este passeio ao meu, "passado recente".


16 janeiro 2006

Música para o Espírito

Foto: Dore- 1887 -Dante

Uma folha branca, várias linhas horizontais, num formato homógeneo, elas (as linhas) em grupos de cinco espaços entre si. Um equilíbrio perfeito, uma harmonia no olhar, mas uma sensação de vazio e de pobreza sem limites.
Surge um desenho, parte do lado esquerdo na segunda linha com umas voltas e reviravoltas, até que termina. Elegante e equilibrado faz quebrar a monotonia das linhas horizontais, uma clave de sol. Mais à frente umas "bolas" de cor clara umas, outras de cor negra, outras com linhas ligadas entre si surgem nos espaços e nas linhas, e entre os espaços, mínimas semínimas, colcheias, semicolcheias, fusas e semifusas, com algumas pausas pelo meio, pausas e notas dão vida e som.
Deste modo já temos o necessário, as pautas e as notas, com a junção dos dois surge algo que pode ir do melodioso ao mais rude para os nossos ouvidos, sons que se forem unidos e conjugados em harmonia geram vários ritmos, mais ou menos calmos ou mais ou menos acelerados.
Com a música entro em mundos de calma e de descompressão, que me fazem embalar e levar até "coisas" que de outra forma decerto seria bem mais difícil e moroso, e do qual consigo captar e trazer com outra sensibilidade o necessário, para o que necessito fazer e transpor para o que é palpável e visível.
Casos há em que busco o oposto, a aceleração, o ritmo acelerado os sons mais agrestes e rudes, pelo simples parzer de tal, ou para ter o efeito de descompressão, pois existem situações em que só o ritmo acelerado consegue levar á calma (casos destes se faço a situação anterior, procurar música calma, a verdade é que fico pior do que estava).
Deste modo a música pode-se dizer que é um meio de terapia pois consegue de algum modo induzir a pessoa a estados de exaltação, aceleração, ou literalmente o oposto a calma, harmonia, melancolia.
Para tal é preciso de certo modo estarmos sensibilizados, ter vontade de nos deixar seguir pelo som, e que ele nos trnsporte até onde ele quer.
Abrir o espírito e a mente de modo que mais fácilmente esses novos sons nos penetrem e se misturem com todo o nosso "ser interior" e se fça sentir em todo o nosso corpo e desse modo passar a um real diferente de certo modo, mas belo e agrdável acima de tudo.
Parem escutem, é o que tenho estado a fazer enquanto lentamente vou escrevendo e sendo seduzida pelos sons que vem dos Meredith Monk- Braid and Leaping Song.

12 janeiro 2006

Ausência

Desenho de: Carlos Gershenson

No dia em que "surgimos" aqui neste local habitado por variadas pesoas e num planeta chamado Terra, mal sabíamos os encontros e desencontros que nos esperavam, todos os choques que iríamos sofrer, e tudo o que iríamos aprender.
Começamos no ínicio por ser um "apêndice" (pois ainda vamos fazer por encontrar o nosso espaço) esse "apêndice" deixa de o ser apartir do momento em que conquistou os corações daqueles que fizeram para nos trazer a esta Terra.
Com este passo nenhum deles sabia o passo que dava (mundo totalmente desconhecido), e que consequências fossem boas ou más traria, sabiam sim que aquele que começou por ser um "apêndice" era algo maior e que tudo fariam para o levar ao seu melhor caminho, ao seu melhor porto de abrigo.
Deste modo começam cedo a ensinar, preparar e encaminhar, o seu "apêndice" para a sua jornada. Neste preparar total e contínuo, fricções, amores, ódios, discussões iram surgir, pois todos eles fazem parte deste processo. Também neste processo já vão surgindo, os estudos, as saídas mais alargadas, as noitadas, os amigos/as, pois o "apêndice" já tem uma autonomia, já se orienta e quer ir mais longe, quer voar mais alto.
Surgem então os pequenos conflitos, naturais e no fundo essenciais, pois significam que entre os envolventes existe amor, preocupação, cuidado, esquecem no entanto que não lhes foi ensinado a eles que tinham de aprender a lidar com estas situações com os seus "apêndices"por isso sofrem e ás vezes não lidam da melhor maneira ou do modo mais correcto, as todos lidam no seu melhor saber.
Com isto esqueceram, que ao levarem os seus "apêndices" longes eles ganhariam asas e voariam por si só e muitas vezes para longe. Surge então algo a que els não estão habituados e lhes custa muito a ultrapassar, por muito compreensível que seja, ...a ausência.
A saudade custa, a solidão custa, a tristeza custa, mais outras poderia dizer e acrescentar, mas penso que a ausência é aquela que mais custa.
Ter-se a noção que o "apêndice" saíu libertou-se ganhou asas e voou, é bom e sabe a uma vitória, mas ao mesmo tempo uma vitória com um lado triste de ausência.
Esse apêndice, mudará de casa, de terra, se calhar de país e o que mais irá custar é o facto de sentir que o espaço que era antes preenchido fisícamente não mais está e sim um vazio se encontra. Que ele existe mas está a vários kms de distância, e aí o coração e alma chora.
A ti C. que estás neste momento a atravessar esse caminho, não esqueças meu amigo que tudo o que ensinaste a R. não foi esquecido e em vão, apenas R. tem de atravessar e percorrer esse caminho, e tu C. sabias mais cedo ou mais tardetal iria acontecer, tu próprio atravessaste à muitos anos atrás esse caminho e em pargens do Indico andaste (bonita terra!).
Por isso te vi tão triste, cabisbaixo e choraste. chora e liberta, mas olha R. está apenas um pouco mais longe e não se esquece de ti, disso tenho a certeza., seria pior se não estivesse entre nós.

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